Narrativa do PT de 4º mandato tenta frear candidaturas de aliados

Durante a campanha eleitoral, Lula disse que pretendia exercer apenas um mandato

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Depois de voltar ao poder em uma disputa presidencial marcada pelo “duelo de rejeições”, o PT completou 43 anos nesta sexta-feira, 10, já defendendo abertamente uma candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Durante a campanha eleitoral, Lula disse que pretendia exercer apenas um mandato, numa estratégia para atrair novas alianças no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL). Porém, com um mês de governo, o discurso mudou.

A narrativa do “Lula 4”?, segundo petistas próximos ao Palácio do Planalto, passou a ser difundida com dois objetivos: debelar uma disputa fratricida precoce na legenda e frear a projeção de três aliados da “frente ampla” como presidenciáveis. São eles o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), e as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e do Planejamento, Simone Tebet (MDB).

Ao admitir a hipótese da reeleição em entrevista à RedeTV!, e logo em seguida escalar com mais intensidade os ataques à política de juros do Banco Central, Lula escancarou ao mesmo tempo a dependência total do PT em relação ao seu nome e da polarização – atualmente focada no antibolsonarismo – como sua principal sustentação política.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 11/02/2023
  • Fonte: PMSA