Museu Interativo Infâncias Arteiras bate recorde de público
Mais de mil visitantes já conferiram o Museu Interativo Infâncias Arteiras, a primeira mostra infantil da Casa do Olhar Luiz Sacilotto
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 07/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O público tem apenas mais alguns dias para conferir um marco na história da Casa do Olhar Luiz Sacilotto, em Santo André: o Museu Interativo Infâncias Arteiras entra em sua reta final e encerra a visitação na próxima sexta-feira (14). A primeira exposição integralmente dedicada ao público infantil e adolescente no espaço não só encantou os pequenos, como também quebrou recordes de público, atraindo uma marca inédita de mais de mil visitantes desde sua abertura, em 2 de outubro.
A mostra, que une arte, educação e sustentabilidade, serve como um poderoso “chamamento” para a importância da fase da infância, conforme destaca seu criador, Ronnie Corazza. A visitação espontânea e, principalmente, as excursões escolares foram cruciais para o feito, superando as expectativas da Casa do Olhar.
♻️ Da reciclagem à arte: o potencial do Museu Interativo Infâncias Arteiras

O cerne do Museu Interativo Infâncias Arteiras reside na criatividade impulsionada pela reciclagem. A exposição apresenta um acervo vibrante de mais de 60 peças produzidas majoritariamente a partir de materiais descartados, como papel, retalhos de tecidos, tampinhas plásticas, isopor, lã e até mesmo tinta de terra. O resultado é um universo lúdico, rico em cor e forma, que convida as crianças ao manuseio e à interação.
O arte-educador Ronnie Corazza, idealizador e principal autor das obras, enfatiza a conexão entre o patrimônio histórico (a Casa do Olhar), a arte, a educação, as infâncias e a reciclagem. O objetivo é claro: reforçar a importância de cuidar e construir um mundo melhor para as futuras gerações.
“A mostra, sobretudo, é uma homenagem e um chamamento para esta fase do desenvolvimento humano de extrema importância, que é a infância, suas produções e experiências fundamentais, capazes de marcar as pessoas para sempre”, define Corazza.
A experiência no Museu Interativo Infâncias Arteiras é concebida para ser totalmente dinâmica. Entre as peças interativas, o público pode encontrar:
- Círculos de papelão trabalhados com tramas de crochê e macramê, que funcionam ora como jogos, ora como bancos;
- Máscaras e jogos em cerâmica;
- Esculturas inspiradas no folclore, como a cobra gigante da lenda amazônica;
- Animais lúdicos, como dinossauros feitos de placas de papelão reutilizadas e a centopeia da felicidade com cores vibrantes.
🤝 Colaboração e Reconhecimento: Quem Faz o Brincar Acontecer
Ronnie Corazza não esteve sozinho na produção deste sucesso. A mostra contou com a participação de diversos colaboradores que enriqueceram o acervo e a mensagem do projeto. Destaque para o grupo As Bonequeiras do ABC, composto por senhoras entre 60 e 90 anos, que contribuíram com a produção de bonecas e bichinhos. Também somaram talentos os alunos da oficina da ceramista Renata Canineo e o artista plástico Lucas Quintas, com uma obra de fios e bolinhas de movimento interativo.
O impacto da exposição extrapolou os limites de Santo André, chamando a atenção de grandes nomes da educação brasileira. O educador e antropólogo Tião Rocha, criador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento e notório defensor da aprendizagem por meio do brincar, convidou Corazza a replicar a experiência do Museu Interativo Infâncias Arteiras em projetos em Parelheiros (São Paulo) e Barbacena (Minas Gerais).
🎤 Ensaio do Coral Vozes da Cidade e Visitação Estendida
Para celebrar a última semana, a Casa do Olhar promove um evento especial. Nesta quarta-feira (12), o período de visitação será excepcionalmente estendido até as 20h30. O público poderá, além de interagir com as obras, assistir ao ensaio do repertório natalino do Coral Vozes da Cidade, que se apresentará na clássica varanda do casarão.
A mensagem de Corazza para o público é de inspiração e otimismo: “A mensagem que fica é de que podemos construir infâncias ricas no brincar, no criar, no aprender individualmente e coletivamente, transformando cada lugar a partir de experiências arte educativas, construindo assim belezas diversas para mundos possíveis a todos“.