Musculação pode proteger o cérebro dos idosos da demência; entenda como
Estudo da Unicamp revela que musculação protege o cérebro de idosos contra demência, destacando a importância do exercício na saúde cognitiva.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 11/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Um recente estudo conduzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) trouxe à luz descobertas significativas sobre a relação entre a prática de exercícios físicos e a saúde cerebral, especialmente em idosos. Publicada na revista GeroScience, a pesquisa sugere que a musculação não apenas melhora a função cognitiva, mas também oferece uma camada de proteção contra doenças neurodegenerativas, como a demência.
A investigação focou em 44 participantes com comprometimento cognitivo leve, uma condição que pode variar desde o envelhecimento normal até o início da doença de Alzheimer, caracterizada por um declínio progressivo nas habilidades cognitivas e na memória. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: um deles se dedicou à musculação em intensidade moderada a alta, duas vezes por semana, enquanto o outro grupo permaneceu sedentário durante todo o estudo.
Os resultados foram promissores. Aqueles que se engajaram nas atividades físicas apresentaram uma proteção significativa contra a atrofia de regiões cerebrais críticas para a cognição, como o hipocampo e o pré-cúneo. Em contraste, os participantes que não se exercitaram mostraram um agravamento em seu estado cognitivo.
Em declarações à CNN, Isadora Ribeiro, doutoranda da FAPESP na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e uma das autoras do estudo, expressou que as melhorias cognitivas já eram esperadas. No entanto, a equipe ficou surpreendida ao constatar alterações na anatomia cerebral dos participantes, especialmente em relação à integridade da substância branca. “Os resultados indicam que a musculação pode ser uma poderosa aliada na prevenção de demências, mesmo entre aqueles com risco elevado”, afirmou Ribeiro.
Além disso, os pesquisadores sugerem que os benefícios cognitivos podem ser ainda mais acentuados com um aumento na frequência dos exercícios. Ribeiro destacou que cinco dos participantes conseguiram completar o estudo sem serem diagnosticados com comprometimento cognitivo leve, reforçando assim a importância da atividade física regular na saúde cerebral dos idosos.
Esse estudo não apenas valida a importância do exercício físico para o bem-estar geral, mas também destaca seu papel vital na preservação da saúde mental e cognitiva à medida que as pessoas envelhecem.