Muralha Paulista: Entenda como integrar sua câmera no sistema

Saiba como conectar equipamentos particulares ao sistema de inteligência de SP e contribuir para a redução histórica da criminalidade.

Crédito: Divulgação/Governo de SP

O Muralha Paulista expande sua capacidade operacional ao permitir que cidadãos e empresas conectem seus próprios equipamentos de monitoramento à rede de segurança estadual. Essa iniciativa transforma a vigilância pública em São Paulo, integrando a sociedade civil a um dos maiores sistemas de inteligência policial do país. Atualmente, o programa já opera com 94 mil câmeras distribuídas por mais de 300 municípios.

A infraestrutura tecnológica não se limita apenas à captação de imagens. O sistema realiza o cruzamento de dados com o Banco Nacional de Mandados de Prisão, utilizando reconhecimento facial para identificar foragidos automaticamente. Além disso, a leitura de placas veiculares facilita a localização de carros roubados e pessoas desaparecidas.

Para manter a eficácia, o algoritmo do Muralha Paulista processa informações em tempo real, gerando alertas imediatos para as forças de segurança. Essa integração entre sensores públicos e privados cria uma malha de fiscalização que cobre áreas antes inalcançáveis apenas pelos equipamentos do governo.

Impacto do Muralha Paulista na redução da violência

 Divulgação/Governo de SP

Os resultados do investimento em inteligência policial refletem diretamente nas estatísticas. Em 2025, o estado registrou os menores índices da história para roubos, homicídios e latrocínios. Crimes patrimoniais, como roubo de veículos e de cargas, também apresentaram queda significativa em comparação ao ano anterior.

Segundo o Tenente-Coronel Rodrigo Vilardi, coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle, a eficácia do programa reside na capacidade de antecipação.

“A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes.”

A estratégia do Muralha Paulista foca na dissuasão e na resposta rápida. Ao saber que o monitoramento é abrangente e integrado, a logística criminosa torna-se mais arriscada e complexa.

Como cadastrar dispositivos no sistema

A participação da população é voluntária, mas essencial para a capilaridade do projeto. Podem ser cadastradas câmeras de residências ou estabelecimentos comerciais, desde que o equipamento capte imagens de logradouros públicos (ruas e calçadas).

O processo para integrar uma câmera ao Muralha Paulista é inteiramente digital. Veja os requisitos técnicos e o passo a passo:

  • Acesso: Entre no portal oficial do programa (muralhapaulista.sp.gov.br).
  • Identificação: Realize o login utilizando sua conta Gov.br.
  • Dados Técnicos: Informe o link do protocolo stream e o endereço exato onde a câmera está instalada.
  • Limite: Cada usuário pode cadastrar até 10 dispositivos por vez.
  • Autorização: Aceite o termo legal que permite ao estado utilizar as imagens captadas para fins de segurança pública.

A colaboração civil é uma peça fundamental para a manutenção dos baixos índices criminais. Ao integrar equipamentos particulares, a sociedade amplia o alcance visual da polícia e fortalece a estrutura do Muralha Paulista como ferramenta decisiva na proteção do estado.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 05/02/2026
  • Fonte: Michel Teló