Muralha Paulista: Entenda como integrar sua câmera no sistema
Saiba como conectar equipamentos particulares ao sistema de inteligência de SP e contribuir para a redução histórica da criminalidade.
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 05/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Michel Teló
O Muralha Paulista expande sua capacidade operacional ao permitir que cidadãos e empresas conectem seus próprios equipamentos de monitoramento à rede de segurança estadual. Essa iniciativa transforma a vigilância pública em São Paulo, integrando a sociedade civil a um dos maiores sistemas de inteligência policial do país. Atualmente, o programa já opera com 94 mil câmeras distribuídas por mais de 300 municípios.
A infraestrutura tecnológica não se limita apenas à captação de imagens. O sistema realiza o cruzamento de dados com o Banco Nacional de Mandados de Prisão, utilizando reconhecimento facial para identificar foragidos automaticamente. Além disso, a leitura de placas veiculares facilita a localização de carros roubados e pessoas desaparecidas.
Para manter a eficácia, o algoritmo do Muralha Paulista processa informações em tempo real, gerando alertas imediatos para as forças de segurança. Essa integração entre sensores públicos e privados cria uma malha de fiscalização que cobre áreas antes inalcançáveis apenas pelos equipamentos do governo.
Impacto do Muralha Paulista na redução da violência

Os resultados do investimento em inteligência policial refletem diretamente nas estatísticas. Em 2025, o estado registrou os menores índices da história para roubos, homicídios e latrocínios. Crimes patrimoniais, como roubo de veículos e de cargas, também apresentaram queda significativa em comparação ao ano anterior.
Segundo o Tenente-Coronel Rodrigo Vilardi, coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle, a eficácia do programa reside na capacidade de antecipação.
“A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes.”
A estratégia do Muralha Paulista foca na dissuasão e na resposta rápida. Ao saber que o monitoramento é abrangente e integrado, a logística criminosa torna-se mais arriscada e complexa.
Como cadastrar dispositivos no sistema
A participação da população é voluntária, mas essencial para a capilaridade do projeto. Podem ser cadastradas câmeras de residências ou estabelecimentos comerciais, desde que o equipamento capte imagens de logradouros públicos (ruas e calçadas).
O processo para integrar uma câmera ao Muralha Paulista é inteiramente digital. Veja os requisitos técnicos e o passo a passo:
- Acesso: Entre no portal oficial do programa (muralhapaulista.sp.gov.br).
- Identificação: Realize o login utilizando sua conta Gov.br.
- Dados Técnicos: Informe o link do protocolo stream e o endereço exato onde a câmera está instalada.
- Limite: Cada usuário pode cadastrar até 10 dispositivos por vez.
- Autorização: Aceite o termo legal que permite ao estado utilizar as imagens captadas para fins de segurança pública.
A colaboração civil é uma peça fundamental para a manutenção dos baixos índices criminais. Ao integrar equipamentos particulares, a sociedade amplia o alcance visual da polícia e fortalece a estrutura do Muralha Paulista como ferramenta decisiva na proteção do estado.