Mulheres que fizeram história - Barbara do Crato

Primeira Mulher política presa na história do Brasil, Bárbara Pereira de Alencar se envolveu em dois movimentos importantes da história liderando duas revoluções

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Barbara Pereira de Alencar, ou conhecida como Barbara do Crato, nasceu em Fevereiro de 1760, no município de Exu, interior de Pernambuco, filha de Theodora Rodrigues da Conceição e Joaquim Pereira de Alencar, nasceu na fazenda de seu avô Leonel Alencar Rego, patriarca da família Alencar.

Ainda adolescente, migrou com a família para a Vila do Crato, no Ceara. Aos vinte dois anos, se casou com o português Jose Gonçalves dos Santos, e teve os filhos, José Martiniano de Alencar, Tristão Gonçalves Pereira de Alencar.

Um dos seus filhos, José Martiniano de Alencar, é pai do conhecido José de Alencar, romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro.

Ela se tornou importante protagonista de dois movimentos que pretendiam proclamar a independência brasileira em 1817, a Revolução Pernambucana conhecida como Revolução dos Padres, que com a crise econômica regional, combatia o absolutismo monárquico português e a influência das ideias Iluministas, propagadas pelas sociedades maçônicas.

No contexto da Revolução Pernambucana, foi presa em um calabouço, onde foi maltratada e impedida de ver os filhos, numa das celas da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção e foi considerada, localmente, a primeira prisioneira política do Brasil.

Libertada depois de três anos, ainda liderou um segundo movimento, a Confederação do Equador de 1824, que foi um movimento de caráter emancipacionista e republicano no Nordeste do Brasil em reação à política absolutista e centralizadora.

Ela morreu em 1832 com 72 anos, após peregrinações, devido às perseguições políticas na cidade piauiense de Fronteiras, e foi enterrada em Campos Sales, no Cariri Oeste. E no mesmo ano, seu filho José Martiniano se tornaria senador.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/03/2014
  • Fonte: FERVER