Mulheres estão cada vez mais em destaque na Polícia Civil
A mulher tem conquistado cada vez mais espaço e cargos de liderança em diversos setores da sociedade. Na Polícia Civil de São Paulo não é diferente. Uma delegada, em especial, pode representar essa vanguarda feminina na instituição paulista: Ana Paula Batista Ramalho Soares. Ao assumir a diretoria da Academia de Polícia Civil Dr. Coriolano Nogueira […]
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: MIS Experience
A mulher tem conquistado cada vez mais espaço e cargos de liderança em diversos setores da sociedade. Na Polícia Civil de São Paulo não é diferente. Uma delegada, em especial, pode representar essa vanguarda feminina na instituição paulista: Ana Paula Batista Ramalho Soares.
Ao assumir a diretoria da Academia de Polícia Civil Dr. Coriolano Nogueira Cobra (Acadepol), em junho do ano passado, Ana Paula assumiu pela terceira vez papel de pioneirismo na instituição. Ela é a primeira mulher a dirigir a Acadepol, além de ter sido a primeira delegada-geral adjunta e a primeira mulher a comandar um departamento da Polícia Civil, o Departamento de Administração e Planejamento (DAP), em 2008.
“A Polícia Civil tem se mostrado uma instituição moderna e séria, onde não há espaço para preconceitos de gênero”, frisa Ana Paula, para quem a administração implantada hoje prioriza o mérito.
Com 28 anos de trajetória na instituição responsável por investigar e esclarecer crimes, a delegada conta que escolheu essa profissão por ser, entre todas as carreiras jurídicas, “a mais interessante, já que é a que tem o contato mais próximo com o fato criminal”. Na família, Ana Paula foi a primeira a escolher a carreira policial.
Depois de desempenhar o cargo de delegada-geral adjunta, em 2012, Ana Paula foi para a Assistência Policial do Departamento de Polícia Judiciária da Grande São Paulo (Demacro), onde ficou até janeiro de 2015, seguindo depois à Divisão de Capturas do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade). Em junho do ano passado, assumiu a Acadepol, onde já havia dado aulas.
Como diretora da Academia, Ana Paula é a principal responsável pela formação dos policiais civis no Estado. “A responsabilidade do diretor da Acadepol é grande, já que além ser assumir a formação dos futuros policiais, também organiza os concursos e cursos da Academia”, explica a delegada.
Atualmente, cerca de 27% do efetivo da Polícia Civil é composto por mulheres. O efetivo da corporação é de aproximadamente 28,5 mil agentes em todo o Estado. O efetivo feminino da Polícia Civil paulista é o maior do Brasil.
Hoje, na Polícia Civil, mais uma mulher ocupa cargo de diretoria em departamento especializado: a delegada Elisabete Sato, que está à frente do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
DEFESA DA MULHER
Há cinco anos atuando como dirigente do serviço técnico de apoio às Delegacias de Defesa da Mulher de São Paulo, a delegada Gislaine Doraide Ribeiro Pato tem 58 anos de idade, 30 de carreira na Polícia Civil e é referência no combate à violência contra as mulheres. Cotidianamente, ela ministra palestras de formação e incentivo à denúncia.
Para ela, ao longo dos anos, após muita luta, as mulheres conquistaram um espaço de valor na sociedade, sem perder a ternura e o carisma dentro e fora da profissão. “A mulher policial, por si só, traz a fortaleza de zelar pela sua família, por seus filhos e por estar à disposição da sociedade.”
Atualmente, o Estado de São Paulo conta com 131 delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), sendo nove na Capital, 15 na Grande São Paulo e 107 no interior. Recentemente, o Governo do Estado inaugurou a unidade de Mogi das Cruzes reformada e ampliada, após parceria como município e investimento de meio milhão de reais.
“Em especial, gostaria de fazer um agradecimento a todas as policiais civis que trabalham nas delegacias e que, diuturnamente, dedicam-se profissional e pessoalmente a receber as mulheres vítimas e dar andamento aos seus casos em busca de justiça”, destacou a delegada, em lembrança à celebração do dia 8 de março.
As políticas de segurança para prevenção e repressão aos crimes têm apresentado resultados positivos. Por exemplo, o ano de 2016 começou com um recuo de 4,59% casos de estupro. Em janeiro, o total de ocorrências foi de 790 ocorrências, ante 828 registros feitos no mesmo mês de 2015.
“A Polícia Civil dedica uma atenção especial à garantia dos direitos das mulheres”, afirma Gislaine. Todos os casos de violência contra a mulher devem ser denunciados e registrados em qualquer distrito policial, para que sejam investigados.

SENSIBILIDADE FEMININA FAZ A DIFERENÇA NA POLÍCIA TÉCNICO-CIENTÍFICA DE SÃO PAULO
A Polícia Técnico-Científica – a maior do Brasil e referência na América Latina na produção de provas técnicas e periciais fundamentais para a investigação e esclarecimento de crimes – conta com os olhos atentos e mãos delicadas de mulheres à frente dos seus trabalhos.
É o caso da médica legisla Rita de Cássia Gava, a primeira mulher a se tornar diretora do Núcleo de Apoio Logístico (NAL) do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo. Rita está há 19 anos na carreira e há 1 ano e meio à frente do NAL/IML.
Ao longo de sua trajetória na Polícia Técnico-Científica de São Paulo, Rita já desempenhou outras duas funções de direção, como responsável pelo Núcleo de Clínica Médica do instituto e chefe da Equipe do IML Centro.
“Acredito que ser mulher é uma vantagem para desempenhar esse cargo de direção, já que temos mais sensibilidade”, ressaltou a médica legista. Rita disse “gostar muito de tratar com sua equipe” e destacou a “ligação muito forte” que tem com seus funcionários, recebendo em troca muito respeito e afinidade.
Na diretoria do NAL do IML, a médica lida com a organização das operações “Direção Segura Integrada” (ODSI), que em conjunto com o Instituto de Criminalística (IC), polícias Civil e Militar e Detran realizam fiscalizações de combate à embriaguez e uso de outras substâncias no trânsito.
Entre outras funções, também é de responsabilidade do núcleo dirigido por Rita o setor de informática que programa os laudos do IML e questões voltadas a reformas estruturais em prédios de núcleos do IML em todo o Estado.
Além de dirigir o NAL, Rita também é professora da Academia de Polícia.