Mulheres do ABC participam da 4a edição da Marcha Mundial das Mulheres
Cerca de 100 mulheres da região do ABC participarão da 4ª edição da Ação Internacional da Marcha das Mulheres, que este ano acontece em Registro, na região do Vale do Ribeira (SP). Nos dias de 10 e 11 de julho e com o lema “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, mais de 500 […]
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 08/07/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Cerca de 100 mulheres da região do ABC participarão da 4ª edição da Ação Internacional da Marcha das Mulheres, que este ano acontece em Registro, na região do Vale do Ribeira (SP). Nos dias de 10 e 11 de julho e com o lema “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, mais de 500 mulheres de diferentes regiões do estado de São Paulo e Paraná se reunirão para dois dias de agenda que inclui formação política feminista, oficinas temáticas, batucada e mobilização pública em defesa dos “territórios das mulheres”, compostos por seu corpo, pelo lugar onde vivem, trabalham e desenvolvem suas lutas, suas relações comunitárias, sua história.
SAIBA MAIS:
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Nos próximos dias 10 e 11, mulheres de todo o estado de São Paulo e também do Paraná se unem no Vale do Ribeira, região localizada na divisa entre os dois estados, para a 4a Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), movimento presente em 96 países. No município de Registro, a expectativa é reunir mais de 500 mulheres em atividade de formação política e também em um grande ato em defesa dos “territórios das mulheres”.
Diferente de outros anos, em que a Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres uniu mulheres de todo o país em ação única, a edição de 2015 tem o objetivo de fortalecer as mulheres das diferentes regiões e construir dois mapas: um, das resistências das mulheres e outro, com as alternativas feministas para que elas melhorem as realidades de seus territórios, compostos por seu corpo, pelo lugar onde vivem, trabalham, constroem suas relações comunitárias e lutam diariamente.
No Vale do Ribeira, região mais pobre do estado de São Paulo, as atividades da Ação Internacional da MMM chamarão as mulheres da região a refletirem e discutirem sua autonomia econômica, além de denunciarem a lógica de controle e mercantilização da natureza. “Afirmaremos a economia solidária, a agroecologia, as experiências, o conhecimento e práticas cotidianas das mulheres da região como caminho alternativo para o modelo vigente de produção, reprodução e consumo”, explica Rosana Rocha, uma das organizadoras locais da ação.
Moradora da região, Vera Lucia Oliveira, secretária de Políticas Sociais do Sintravale e Secretária de Políticas para a Mulher da Federação da Agricultura Familiar do Vale do Ribeira, ficou satisfeita em saber que a região receberá a ação. “As mulheres da região têm pouco contato com movimentos que lutam pelas causas das mulheres. Por sua vez, têm muito contato com a opressão em praticamente todos os espaços que convivem, em casa, na roça, na rua”, comenta.
A ação foi construída coletivamente com lideranças femininas da região que, nos encontros temáticos levantaram os temas que pautam suas lutas cotidianas, como a economia solidária e a comercialização, pelas mulheres, do que produzem, a violência doméstica, a resistência às barragens no Rio Ribeira, a resistência mineradora, a titulação dos quilombos, entre outras.
A expectativa da Marcha Mundial das Mulheres é que com as atividades as mulheres da região se fortaleçam e tenham a base teórica e de organização para se unirem e trabalharem em favor de suas atividades e resistências, tornando possível uma relação melhor com seus territórios.