Mulher pode usar pílula durante a amamentação sem riscos para o bebê

Novo anticoncepcional de regime contínuo permite que a mãe evite uma gravidez logo após o parto sem comprometer a quantidade e a qualidade do leite

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O nascimento de um bebê muda completamente a rotina de uma mulher. Além da preocupação com a saúde e alimentação da criança, as mães também ficam apreensivas com a possível chegada de uma nova gravidez. Nesse período, a mulher pode fazer uso de uma pílula específica se quiser evitar uma gestação em curto prazo. Para garantir maior segurança para elas, a Libbs Farmacêutica, laboratório 100% nacional há mais de 50 anos voltado à qualidade de vida dos brasileiros, acaba de lançar o Nactali®, primeiro anticoncepcional com progestagênio (hormônio que inibe a ovulação) isolado, desenvolvido especialmente para mulheres em fase de lactação.

Há quem acredite que durante a amamentação a possibilidade de uma gravidez seja nula. Entretanto, segundo especialistas, algumas mulheres podem voltar a ovular mesmo neste período em que o ciclo menstrual está bloqueado devido à supressão dos hormônios. “Não existe um intervalo estabelecido entre uma gravidez e outra, porém, é aconselhável que a mulher não engravide enquanto estiver amamentando, porque a sobrecarga da amamentação somada a uma nova gestação pode comprometer a saúde materna”, esclarece Achilles Cruz, especialista em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da FMUSP.

Eficaz e seguro, Nactali® (desogestrel) é de uso contínuo, pode ser tomado já a partir da sexta semana após o parto e não interfere na quantidade ou na qualidade do leite materno, garantindo a saúde do bebê. O produto integra o portfólio da Libbs Farmacêutica, que já oferece contraceptivos para as diferentes fases da mulher, da adolescência à fase adulta e, agora, lactante.

 “Estudos demonstraram que o desogestrel, forma sintética do hormônio progesterona – livre de estrogênio, não interfere na qualidade ou no volume do leite. Portanto, a mãe pode continuar amamentando normalmente. Além disso, este hormônio não passa para o leite, não havendo interferência na alimentação do bebê”, completa Achilles.

Benefícios da amamentação
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS) é recomendada a amamentação exclusiva até os seis meses de vida. Posteriormente, o ideal é a que a criança continue recebendo leite materno até os dois anos de idade (ou mais) com o acréscimo de alimentação complementar para o enriquecimento nutricional e o fortalecimento do sistema imunológico. A fase de lactação é fundamental para o desenvolvimento da criança e traz benefícios como prevenir a pneumonia, diarreia e otites, além de estimular diretamente o desenvolvimento da face, da fala e auxiliar na respiração.

Para as mães, a amamentação contribui para a perda de peso (adquirido durante a gestação), favorece a recuperação uterina, diminuindo a perda de sangue e a anemia após o parto, ajudando a prevenir contra doenças cardiovasculares, câncer de mama e de ovário, e diabetes.

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  • Publicado: 11/02/2026
  • Alterado: 11/02/2026
  • Autor: 18/06/2013
  • Fonte: Itaú Cultural