Mpox tem segundo caso confirmado no Estado de São Paulo
Secretaria da Saúde alerta após confirmação do diagnóstico em turista português. Saiba os riscos, sintomas e prevenção da variante 1b.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 13/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
A confirmação do segundo diagnóstico de mpox da variante 1b no estado de São Paulo acendeu o alerta das autoridades sanitárias neste fim de semana. O comunicado oficial partiu da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) no último sábado (10), reforçando a necessidade de vigilância sobre a nova cepa viral.
O paciente é um homem de 39 anos, natural de Portugal. Ele recebeu atendimento especializado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional em doenças infecciosas. Após uma internação breve de apenas um dia, o homem obteve alta médica e já retornou ao seu país de origem.
Os primeiros sintomas surgiram no final de dezembro. A investigação epidemiológica conduzida pela SES-SP monitorou o local de hospedagem do turista e, até o fechamento deste boletim, nenhum outro caso de infecção por mpox foi identificado entre os contatos próximos ou funcionários do estabelecimento.
O cenário global exige cautela. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, até novembro do ano passado, o mundo registrou 50.751 ocorrências em 96 nações. Países africanos como República Democrática do Congo, Guiné e Quênia concentram os maiores índices de transmissão.
Sintomas da mpox e principais formas de contágio
Causada pelo vírus MPXV, a doença possui vetores de transmissão bem definidos que exigem atenção no convívio social. O contágio ocorre primariamente pelo contato direto com pessoas infectadas ou materiais contaminados.
As vias de transmissão mais comuns incluem:
- Toque físico: Abraços, beijos e contato pele a pele.
- Utensílios: Compartilhamento de roupas de cama, toalhas e talheres.
- Fluidos: Contato com secreções corporais.
Segundo o Ministério da Saúde, o período de incubação da mpox varia entre 3 e 21 dias. O quadro clínico geralmente evolui de forma leve a moderada, com duração estimada de duas a quatro semanas.
Os pacientes devem ficar atentos aos seguintes sinais:
- Erupções cutâneas (lesões na pele).
- Febre súbita.
- Inchaço dos gânglios (ínguas).
Protocolos de prevenção e vacinação
Embora não exista um tratamento farmacológico específico para a cura imediata, o manejo clínico dos sintomas garante conforto ao paciente e evita complicações da mpox. A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para bloquear o ciclo do vírus.
As autoridades recomendam medidas de higiene rigorosas, como a lavagem frequente das mãos com água e sabão, uso de álcool em gel e desinfecção de superfícies. Em situações de contato necessário com infectados, o uso de máscaras e luvas é indispensável.
No Brasil, a estratégia de imunização é focada em grupos de alta vulnerabilidade. A vacina está disponível para:
- Pessoas vivendo com HIV/Aids (maiores de 18 anos) com contagem de linfócitos T CD4 abaixo de 200 células.
- Profissionais de laboratório que manipulam o vírus (nível de biossegurança 2).
- Pessoas que tiveram contato direto com fluidos corporais de casos suspeitos.
A vigilância contínua permanece essencial para conter a disseminação da variante 1b em território nacional. Autoridades reforçam que, ao notar lesões suspeitas ou febre persistente, o cidadão deve buscar atendimento médico imediato para o diagnóstico correto da mpox.