‘;MP queria bala de prata contra PT’, diz absolvido na Lava Jato

O jornalista Breno Altman faz parte do pequeno grupo de pessoas absolvidas pelo juiz Sérgio Moro na Lava Jato

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Dono do site Opera Mundi, ele havia sido alvo de condução coercitiva na Operação Carbono 14, 27ª fase da Lava Jato, em abril de 2016. Crítico a Moro no processo, agora Altman atacou ação do Ministério Público Federal (MPF).

“As provas eram nitidamente contraditórias e inventadas com base em delações premiadas.” Sobre os depoimentos contra ele, Moro escreveu: “São todos depoimentos problemáticos, provenientes de pessoas envolvidas em crimes. Diferentemente dos demais, não há nos documentos qualquer elemento que o relacione às operações, nem os valores passaram por sua empresa, nem há vinculação necessária entre ele e a gestão financeira do PT”.

Para Altman, o MPF, “de forma irresponsável, ao se deparar com o empréstimo do Ronan Maria Pinto, deduziu que isso tinha vínculo com o assassinato do prefeito Celso Daniel”. “O MPF achou que tinha a bala de prata contra o PT, que envolveria o PT não só em corrupção, mas em assassinato. E foi com sede ao pote, buscando qualquer situação que comprovasse a tese, que se mostrou estapafúrdia. Eles nem sequer fizeram a denúncia de extorsão contra o Ronan, que estaria extorquindo o PT porque conheceria segredos sobre a morte de Daniel. O caso original, que foi um auê danado, simplesmente desapareceu.”

Em maio, o MPF deixou de denunciar a extorsão, pois considerou “prematuro ter uma afirmação conclusiva” de que ela “existiu e os motivos dela”. Citado pelo MPF no pedido de prisão de Ronan como uma das razões para o empréstimo a Ronan, a morte de Daniel foi incluída por Moro na decisão que autorizou a Operação Carbono 14.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 15/08/2023
  • Fonte: Farol Santander São Paulo