Mostra Play traz arte digital gratuita a Santo André

Exposição na Praça da Matriz reúne obras interativas, projeções audiovisuais e sessões de laser mapping, com entrada gratuita.

Mostra Play traz arte digital gratuita a Santo André

Crédito: Produtora Casa dos Ventos

A Mostra Play ocupa a Praça da Matriz, em Santo André, de 28 de outubro a 1º de novembro, com programação gratuita de arte digital. A exposição, chamada oficialmente de “Mostra Play! – Arte Interativa Urbana”, reúne obras digitais, experiências interativas e projeções audiovisuais.

A Mostra PLAY transforma o Paço Municipal de Santo André em um espaço de jogos e arte digital entre 28 de outubro e 1º de novembro. Oficialmente chamada de Mostra PLAY! Arte Interativa Urbana, a exposição reúne sete obras inspiradas em videogames, com entrada gratuita e funcionamento das 9h às 21h.

A 7ª edição cresceu em 2026. O evento ganhou o patrocínio da Sabesp e, pela primeira vez, sai da capital paulista. Santo André abre o circuito, que depois passa por Boituva, Cotia, São Paulo e Várzea Paulista.

Mostra PLAY ocupa o Paço Municipal com sete obras

As atrações ficam em frente à Biblioteca Nair Lacerda. O público encontra duas obras interativas, em que é possível jogar, quatro obras visuais e uma intervenção urbana com projeção de laser em grande escala.

Desde 2013, a Mostra PLAY leva games gigantes e novas tecnologias para o cenário urbano. A proposta é colocar as pessoas para jogar e ocupar o espaço público com arte.

Alunos de escola estadual criaram um dos jogos

Nos dias 19 e 20 de outubro, a Mostra PLAY realizou o Workshop Gamemaker com estudantes de 11 a 12 anos da Escola Estadual Dr. Américo Brasiliense. A partir do tema Patrimônio Cultural, eles criaram um videogame com a estética pixel art dos jogos clássicos.

O resultado integra a exposição, e o público pode jogar o game feito pelos alunos.

Conheça as obras da Mostra PLAY

SANEA.BOT (2026), de André Oliveira. O jogo interativo acompanha a rotina de um robô de manutenção de uma estação de tratamento de água e esgoto. Com mecânica inspirada em Super Mario Bros., o jogador procura chaves para restaurar quatro setores: manutenção, conexão, filtragem e tratamento químico. A obra destaca a importância do saneamento básico e da água tratada. Oliveira é artista multimídia, fundador do estúdio Onion Dreams e trabalha com glitch art e estética low-tech futurista.

Gamemaker (2026), dos alunos dos workshops. Criada em colaboração com André Oliveira, Karen Keppe e Ana Helena de Mello, a obra pede que o jogador colete ou desvie de símbolos em pixel art. Cada símbolo representa um valor positivo ou negativo ligado aos temas escolhidos pelos estudantes, como bullying e sustentabilidade. Karen Keppe conduziu a introdução à pixel art, e a pedagoga Ana Helena de Mello mediou as discussões e a criação coletiva.

Um jogo para a Vovó Zezé (2026), de Luv. A animação é um retrato afetivo da relação entre avó e neta, contado por jogos que atravessaram gerações, como baralho e Mario Kart. Personagens ilustrados correm por uma pista de memórias. Luv, nome artístico de Luiza Viana, é diretora criativa do MOV Festival e tem MFA em Artes Interativas pelo Pratt Institute, em Nova York.

Bruta (2026), de Nthcrvlh. A videoperformance, com trilha de JLZ e performance de Flora Dias, discute a relação do corpo com o espaço e o tempo da cidade em um contexto pós-pandêmico de hiperconexão. As imagens, gravadas em um parque, trazem cortes abruptos e distorções digitais. A artista Nathália Carvalho já fez VJ em festivais como The Town e Rock in Rio.

ISSOMEMO (2024), de tttttuto e polvo.studio. A videoarte cataloga passos e coreografias de danças urbanas contemporâneas de várias cidades brasileiras. Cada frame traz efeitos vibrantes e cores nostálgicas, em referência aos cards e vídeos de videogames dos anos 90. Artur Souza, o tttttuto, é videoartista, designer e arquiteto, com base em Belo Horizonte.

Super Jogos Clássicos Megamix (2022), de Vini Fabretti. A game arte homenageia jogos de tabuleiro e eletrônicos, como Space Invaders, Tetris e o Jogo da Cobra, com estética retrô de consoles 16-bit, como Super Nintendo e Mega Drive. Fabretti é formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ e há quase 20 anos pesquisa a relação entre imagem digital e arte.

Laser Mapping PLAY! (2026), de Homem Gaiola. A intervenção projeta laser em edifícios e árvores e revela, em animações luminosas, as redes de esgoto e os sistemas de captação, tratamento e distribuição de água. O artista Rafael Cançado dirige o Darklight Studio Brasil e já levou seus trabalhos a eventos como o Lille Mapping Festival, na França.

Horários da Mostra PLAY em Santo André

As obras funcionam em horários diferentes:

  • Obras interativas (SANEA.BOT e Gamemaker): das 12h às 18h
  • Obras visuais (Um jogo para a Vovó Zezé, Bruta, ISSOMEMO e Super Jogos Clássicos Megamix): das 9h às 12h e das 18h às 21h
  • Laser Mapping: das 18h às 21h

Serviço

  • Evento: Mostra PLAY! Arte Interativa Urbana
  • Data: de 28 de outubro a 1º de novembro
  • Local: Paço Municipal de Santo André, em frente à Biblioteca Nair Lacerda
  • Entrada: gratuita

A produção é da Cult.Bit, com curadoria de Marília Pasculli. A Sabesp patrocina, e a realização é do Ministério da Cultura (MinC) do Governo Federal. Quem passa pelo Paço Municipal nesses cinco dias encontra a Mostra PLAY aberta para jogar, assistir e conhecer de perto a arte digital.

Thiago Antunes

  • Publicado: 27/10/2026 14:54
  • Alterado: 27/10/2026 16:49
  • Autor: Thiago Antunes