Mostra Play traz arte digital gratuita a Santo André
Exposição na Praça da Matriz reúne obras interativas, projeções audiovisuais e sessões de laser mapping, com entrada gratuita.
- Publicado: 27/10/2026 14:54
- Alterado: 27/10/2026 16:49
- Autor: Thiago Antunes
A Mostra Play ocupa a Praça da Matriz, em Santo André, de 28 de outubro a 1º de novembro, com programação gratuita de arte digital. A exposição, chamada oficialmente de “Mostra Play! – Arte Interativa Urbana”, reúne obras digitais, experiências interativas e projeções audiovisuais.
A Mostra PLAY transforma o Paço Municipal de Santo André em um espaço de jogos e arte digital entre 28 de outubro e 1º de novembro. Oficialmente chamada de Mostra PLAY! Arte Interativa Urbana, a exposição reúne sete obras inspiradas em videogames, com entrada gratuita e funcionamento das 9h às 21h.
A 7ª edição cresceu em 2026. O evento ganhou o patrocínio da Sabesp e, pela primeira vez, sai da capital paulista. Santo André abre o circuito, que depois passa por Boituva, Cotia, São Paulo e Várzea Paulista.
Mostra PLAY ocupa o Paço Municipal com sete obras
As atrações ficam em frente à Biblioteca Nair Lacerda. O público encontra duas obras interativas, em que é possível jogar, quatro obras visuais e uma intervenção urbana com projeção de laser em grande escala.
Desde 2013, a Mostra PLAY leva games gigantes e novas tecnologias para o cenário urbano. A proposta é colocar as pessoas para jogar e ocupar o espaço público com arte.
Alunos de escola estadual criaram um dos jogos
Nos dias 19 e 20 de outubro, a Mostra PLAY realizou o Workshop Gamemaker com estudantes de 11 a 12 anos da Escola Estadual Dr. Américo Brasiliense. A partir do tema Patrimônio Cultural, eles criaram um videogame com a estética pixel art dos jogos clássicos.
O resultado integra a exposição, e o público pode jogar o game feito pelos alunos.
Conheça as obras da Mostra PLAY
SANEA.BOT (2026), de André Oliveira. O jogo interativo acompanha a rotina de um robô de manutenção de uma estação de tratamento de água e esgoto. Com mecânica inspirada em Super Mario Bros., o jogador procura chaves para restaurar quatro setores: manutenção, conexão, filtragem e tratamento químico. A obra destaca a importância do saneamento básico e da água tratada. Oliveira é artista multimídia, fundador do estúdio Onion Dreams e trabalha com glitch art e estética low-tech futurista.
Gamemaker (2026), dos alunos dos workshops. Criada em colaboração com André Oliveira, Karen Keppe e Ana Helena de Mello, a obra pede que o jogador colete ou desvie de símbolos em pixel art. Cada símbolo representa um valor positivo ou negativo ligado aos temas escolhidos pelos estudantes, como bullying e sustentabilidade. Karen Keppe conduziu a introdução à pixel art, e a pedagoga Ana Helena de Mello mediou as discussões e a criação coletiva.
Um jogo para a Vovó Zezé (2026), de Luv. A animação é um retrato afetivo da relação entre avó e neta, contado por jogos que atravessaram gerações, como baralho e Mario Kart. Personagens ilustrados correm por uma pista de memórias. Luv, nome artístico de Luiza Viana, é diretora criativa do MOV Festival e tem MFA em Artes Interativas pelo Pratt Institute, em Nova York.
Bruta (2026), de Nthcrvlh. A videoperformance, com trilha de JLZ e performance de Flora Dias, discute a relação do corpo com o espaço e o tempo da cidade em um contexto pós-pandêmico de hiperconexão. As imagens, gravadas em um parque, trazem cortes abruptos e distorções digitais. A artista Nathália Carvalho já fez VJ em festivais como The Town e Rock in Rio.
ISSOMEMO (2024), de tttttuto e polvo.studio. A videoarte cataloga passos e coreografias de danças urbanas contemporâneas de várias cidades brasileiras. Cada frame traz efeitos vibrantes e cores nostálgicas, em referência aos cards e vídeos de videogames dos anos 90. Artur Souza, o tttttuto, é videoartista, designer e arquiteto, com base em Belo Horizonte.
Super Jogos Clássicos Megamix (2022), de Vini Fabretti. A game arte homenageia jogos de tabuleiro e eletrônicos, como Space Invaders, Tetris e o Jogo da Cobra, com estética retrô de consoles 16-bit, como Super Nintendo e Mega Drive. Fabretti é formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ e há quase 20 anos pesquisa a relação entre imagem digital e arte.
Laser Mapping PLAY! (2026), de Homem Gaiola. A intervenção projeta laser em edifícios e árvores e revela, em animações luminosas, as redes de esgoto e os sistemas de captação, tratamento e distribuição de água. O artista Rafael Cançado dirige o Darklight Studio Brasil e já levou seus trabalhos a eventos como o Lille Mapping Festival, na França.
Horários da Mostra PLAY em Santo André
As obras funcionam em horários diferentes:
- Obras interativas (SANEA.BOT e Gamemaker): das 12h às 18h
- Obras visuais (Um jogo para a Vovó Zezé, Bruta, ISSOMEMO e Super Jogos Clássicos Megamix): das 9h às 12h e das 18h às 21h
- Laser Mapping: das 18h às 21h
Serviço
- Evento: Mostra PLAY! Arte Interativa Urbana
- Data: de 28 de outubro a 1º de novembro
- Local: Paço Municipal de Santo André, em frente à Biblioteca Nair Lacerda
- Entrada: gratuita
A produção é da Cult.Bit, com curadoria de Marília Pasculli. A Sabesp patrocina, e a realização é do Ministério da Cultura (MinC) do Governo Federal. Quem passa pelo Paço Municipal nesses cinco dias encontra a Mostra PLAY aberta para jogar, assistir e conhecer de perto a arte digital.