Mortalidade infantil dispara na Venezuela

A saúde pública da Venezuela piorou drasticamente no ano passado com a mortalidade infantil chegando a 30%

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A mortalidade materna subiu 66% e os casos de malária aumentou 76%, de acordo com o ministério da Saúde do país. 

As mais recentes estatísticas de saúde e mortalidade – que geralmente são mantidas em segredo pelo governo – foram publicadas nesta semana no mais novo boletim epidemiológico, do final de 2016. A última vez que o governo publicou tais números foi em 2015, e não ficou claro porquê o ministério publicou o boletim com tanto atraso. 

A disparada dos números de mortalidade infantil e materna evidencia uma sociedade em crise profunda, segundo analistas. A Venezuela, que já foi um dos países mais ricos da América Latina tem uma taxa de mortalidade infantil maior que a da Síria, dilacerada pela guerra. As mães dos recém-nascidos morrem de infecções ou pequenas complicações no parto por causa da falta de antibióticos ou até mesmo sabão para limpar instrumentos cirúrgicos. 

“Essas aumentos, que são muito rápidos e muito altos, mostram que os serviços de saúde para mães e crianças entrou em colapso” disse Jo D’Elia, pesquisadora de saúde da organização Provea, de Caracas. 

O boletim registrou 11.466 mortes de crianças, um aumento de 30, 12% ante o mesmo período de 2015. Um total de 756 mulheres morreram no parto em 2016, uma alta de 65,79% na comparação com 2015.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 10/05/2017
  • Fonte: Sorria!,