Mortalidade infantil cai 56% em São Vicente em 2026
São Vicente registra queda de 56,8% na mortalidade infantil em 2026 após a ampliação do monitoramento pré-natal e assistência neonatal
- Publicado: 01/06/2026 17:10
- Alterado: 01/06/2026 17:10
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Prefeitura de São Vicente
O município de São Vicente registrou uma redução de 56,8% na mortalidade infantil em menores de um ano durante os quatro primeiros meses de 2026. De acordo com os dados oficiais, o primeiro quadrimestre deste ano contabilizou seis óbitos entre 931 nascidos vivos, contra 16 mortes entre 1.132 nascidos vivos no mesmo período de 2025.
A Secretaria da Saúde (Sesau) atribui o recuo ao fortalecimento das ações voltadas à linha de cuidado materno-infantil. Entre as principais medidas adotadas estão o planejamento reprodutivo com a oferta de implantes contraceptivos de longa duração (Implanon) e o monitoramento especializado de gestações de alto risco.
Ações de monitoramento no pré-natal e pós-parto
O controle do indicador de mortalidade infantil envolveu a consolidação da Central Obstétrica de Atendimento Secundário (COAS), voltada às gestantes de risco. O serviço conta com o apoio técnico-assistencial da Universidade Lusíada para o diagnóstico precoce de complicações.
A diretora de Atenção Primária à Saúde, médica Paola Almeida Bueno de Camargo Canas, destaca o impacto das intervenções precoces no município:
“O fortalecimento do pré-natal permitiu identificar precocemente situações de risco e encaminhar as gestantes para acompanhamento adequado. Com isso, conseguimos atuar antes do agravamento de condições que impactam diretamente a mortalidade neonatal.”
Assistência domiciliar e puericultura
As ações foram intensificadas no período neonatal, considerado o mais crítico para a mortalidade infantil. As unidades de saúde adotaram o acolhimento da mãe e do bebê em até 48 horas após a alta hospitalar e o atendimento garantido na primeira semana de vida. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) ampliaram as visitas domiciliares para identificar dificuldades na amamentação e vulnerabilidades sociais.
O acompanhamento das crianças inclui consultas de puericultura, monitoramento do desenvolvimento, aplicação de vacinas e busca ativa de faltosos. A integração entre a Maternidade Municipal, a UTI Neonatal, o COAS e a Atenção Básica garante que o acompanhamento não seja interrompido após a saída do hospital.
“A alta referenciada da mãe e do recém-nascido possibilita que a unidade de saúde acompanhe essa família logo após a saída da maternidade, reduzindo perdas de seguimento”, explica Paola Almeida.
Novo complexo hospitalar pretende ampliar atendimentos
Para sustentar a queda na mortalidade infantil, o município está construindo o Complexo Materno-Infantil de São Vicente, situado no Parque Bitaru. A estrutura de 7,7 mil m² distribuídos em cinco andares contará com mais de 90 leitos, UTI Neonatal, internação pediátrica e salas cirúrgicas.
A obra é financiada pela Fundação Lusíada, sem custos diretos aos cofres municipais, e funcionará também como campo de estágio universitário. A expectativa da administração municipal é elevar em até 40% a capacidade de atendimento na área médica materno-infantil.
A secretária da Saúde, Michelle Santos, reforça o papel da nova estrutura na consolidação dos índices de saúde pública:
“Essa redução demonstra o trabalho contínuo que vem sendo realizado pela rede municipal no cuidado com a gestante, o recém-nascido e a criança. Fortalecemos o pré-natal, ampliamos o acompanhamento neonatal e integramos os serviços da rede materno-infantil para garantir um cuidado mais próximo e contínuo às famílias. E esse trabalho ganhará um reforço importante com o novo Complexo Materno-Infantil de São Vicente, que vai proporcionar uma estrutura mais moderna, ampliar a capacidade de atendimento e oferecer mais segurança e suporte às mães e aos bebês do município.”