Morre Russell M. Nelson, líder de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Presidente da Igreja, médico renomado e líder espiritual, Nelson deixa legado de fé, serviço e transformação
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 28/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Com profundo pesar, a comunidade religiosa e seus familiares anunciam o falecimento de Russell M. Nelson, presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ocorrido no último sábado, 28 de setembro, às 22h. O líder da Igreja tinha 101 anos.
Trajetória na Igreja e liderança global
Nascido em uma época em que a medicina e a fé muitas vezes coexistem, o presidente Nelson foi chamado como apóstolo em 7 de abril de 1984 e assumiu a liderança da Igreja em 14 de janeiro de 2018.
Seu ministério é amplamente reconhecido por sua abordagem global e pelas transformações significativas que trouxe à Igreja, incluindo o anúncio da construção de 43 novos templos e visitas a 32 países ao redor do mundo.
Desde sua confirmação como apóstolo sênior na Conferência Geral de abril de 2018, Nelson implementou mudanças com o intuito de auxiliar os membros da Igreja a se conectarem mais profundamente com os ensinamentos de Jesus Cristo.
Contribuições na medicina e reconhecimento internacional
Antes de sua dedicação integral à liderança religiosa, o presidente Nelson se destacou como um cirurgião cardíaco renomado internacionalmente, sendo o responsável pela primeira cirurgia cardíaca aberta realizada em Utah, em 1955.
Ele ocupou posições importantes na medicina, incluindo a presidência da Sociedade de Cirurgia Vascular e direções em conselhos médicos reconhecidos. Com um conhecimento profundo e uma vasta experiência profissional, ele contribuiu para várias publicações científicas e se comunicava fluentemente em onze idiomas.
Homenagens e legado espiritual
Dallin H. Oaks, presidente do Quórum dos Doze Apóstolos, lembrou-se dele como “um médico amado” e elogiou sua humildade e gentileza: “Todos que tiveram a oportunidade de trabalhar com Russell M. Nelson ficaram impressionados com sua capacidade de ensinar e se relacionar com as pessoas”.
Mudanças e impacto na Igreja
O legado do presidente Nelson inclui não apenas sua contribuição médica, mas também seu papel como líder espiritual que supervisionou o crescimento da Igreja, que hoje conta com mais de 16 milhões de membros em todo o mundo. Ele deixa atrás de si sua esposa Wendy, oito filhos, 57 netos e 127 bisnetos.
As mudanças promovidas pelo presidente Nelson durante seu ministério foram notáveis. Entre elas estava a mudança na forma como os santos ministram uns aos outros, além do foco renovado na centralidade do Salvador nas práticas da Igreja.
Ele também alterou normas relacionadas à batização de filhos de pais LGBT e reformulou as entrevistas para recomendações ao templo para melhor entendimento dos membros sobre o propósito das cerimônias religiosas.
História pessoal e valores familiares
A história pessoal do presidente Nelson é marcada por seu amor pela medicina e pela música. Casado com Dantzel White por muitos anos até seu falecimento em 2005, Nelson frequentemente destacava a importância do casamento e da família em suas mensagens.
Em seguida, ele contraiu novas núpcias com Wendy L. Watson, uma terapeuta respeitada que trouxe alegria à sua vida após uma perda significativa.
Durante sua liderança, ele enfatizou a necessidade de fortalecer os laços familiares e promover o amor entre os casais: “O casamento traz mais oportunidades de felicidade do que qualquer outro relacionamento humano”, afirmou em uma conferência geral.
Diálogo e influência global
Russell M. Nelson não apenas foi um líder espiritual; ele foi um construtor de pontes entre culturas e religiões. Seu diálogo respeitoso com líderes globais, incluindo uma visita ao Papa Francisco no Vaticano e colaborações com a NAACP para promover a harmonia racial demonstram seu compromisso com valores universais.
O futuro da liderança da Igreja
O sucessor do presidente Nelson será escolhido formalmente pelo Quórum dos Doze Apóstolos após seus serviços fúnebres. Sua morte marca não apenas o fim da era de um grande líder religioso mas também o legado duradouro de um homem que dedicou sua vida ao serviço humano e à fé.