Morre Maria Helena Lopes, ícone do teatro gaúcho aos 90 anos

Morre Maria Helena Lopes, ícone do teatro gaúcho: uma lenda que transformou as artes cênicas no Brasil. Homenagens emocionantes marcam sua partida.

Crédito: Adri Marchiori/ Ministério da Cultura

O mundo das artes cênicas no Brasil perdeu uma de suas grandes referências. Maria Helena Lopes, renomada artista do teatro no Rio Grande do Sul, faleceu na última quinta-feira (24), em Porto Alegre, aos 90 anos de idade. O velório será realizado neste sábado (26), entre 11h e 15h, na Capela I do Cemitério Jardim da Paz.

Maria Helena Lopes foi uma figura fundamental na cena teatral brasileira, conhecida por seu trabalho como atriz, diretora e educadora. Ela foi a fundadora do Grupo Tear, um coletivo que emergiu na década de 1980 e se tornou um marco do teatro de criação no Sul do Brasil. O grupo produziu diversas obras de destaque, como “Reis Vagabundos”, “Crônica de uma Cidade Pequena” e “O Império da Cobiça”, que conquistaram prêmios e reconhecimento nacional.

A morte de Maria Helena foi lamentada por diversas instituições culturais, incluindo a Fundação Nacional de Artes (Funarte), que expressou suas condolências. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde a artista lecionou por quase três décadas, também prestou homenagens. “Nossas condolências à família, nossa gratidão, homenagem e aplausos para nossa grande mestra Maria Helena”, disse o Departamento de Arte Dramática da UFRGS em nota.

Nascida em Pelotas, Maria Helena Lopes começou sua carreira artística nas artes da dança, mas encontrou sua verdadeira vocação no teatro. Nos anos 1960, destacou-se como uma das primeiras diretoras profissionais em Porto Alegre, contribuindo significativamente para o desenvolvimento das artes cênicas na região.

Além de sua atuação como diretora e atriz, Maria Helena foi uma educadora dedicada. Entre 1967 e 1994, ela ensinou no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, onde lecionou disciplinas como expressão corporal, improvisação e direção, influenciando inúmeras gerações de artistas.

Durante sua trajetória internacional, entre 1978 e 1980, ela se aperfeiçoou na escola Lecoq em Paris. Ao retornar ao Brasil, trouxe inovações que enriqueceram o panorama teatral local. Em 1995, dirigiu o espetáculo “Impressões Transitórias” no Rio de Janeiro, consolidando ainda mais sua carreira.

A contribuição de Maria Helena Lopes para as artes cênicas é inestimável e sua ausência deixará um vazio profundo no coração dos que a conheceram e admiraram seu trabalho.

  • Publicado: 26/01/2026
  • Alterado: 26/01/2026
  • Autor: 26/04/2025
  • Fonte: Maria Clara e JP