Moro absolve Paulo Okamotto da acusação de lavagem de dinheiro

O ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, foi absolvido da acusação de lavagem de dinheiro relacionada ao pagamento das despesas de armazenamento do acervo presidencial de Lula

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Okamotto era acusado de ter solicitado propina à OAS para manter o acervo presidencial. Lula também foi absolvido dessa acusação, mas no mesmo julgamento foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do apartamento triplex, no Guarujá.

Na decisão, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, absolveu Okamotto por falta de prova suficiente da materialidade. “Assim, apesar das irregularidades no custeio do armazenamento do acervo presidencial, não há prova de que ele envolveu um crime de corrupção ou de lavagem, motivo pelo qual devem ser absolvidos desta imputação o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Tarciso Okamotto e José Adelmário Pinheiro Filho.”

Por meio de nota, o advogado de Okamotto, Fernando Fernandes, declarou que a absolvição do ex-presidente Lula e de seu cliente quanto à acusação de lavagem “demonstra que a Operação Lava Jato está preenchida por ilegalidades e acusações que não constituem crime”.

Segundo ele, a expectativa da defesa é que o procurador Deltan Dallagnol não recorra da decisão proferida por Moro. “A expectativa é que, em razão do parecer da Procuradoria-Geral da República perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo trancamento da ação, o procurador Deltan Dallagnol não recorra da decisão preferida pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba”.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: MIS Experience