Moraes concede prisão domiciliar ao pastor Márcio Poncio

Ministro do STF substituiu a prisão preventiva por domiciliar após considerar o quadro de saúde do investigado na Operação Unha e Carne

Crédito: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar ao pastor Márcio Poncio em razão de problemas de saúde. A decisão substitui a prisão preventiva e foi fundamentada na necessidade de tratamento médico do investigado.

Segundo Moraes, Poncio é portador de retocolite ulcerativa grave, uma doença inflamatória intestinal crônica, progressiva, imunomediada e sem cura conhecida. Na decisão, o ministro destacou que o quadro clínico exige cuidados específicos.

Investigação apura ligação com organização criminosa

Márcio Poncio foi preso no último dia 2 durante a quinta fase da Operação Unha e Carne. A investigação conduzida pela Polícia Federal apura a atuação de uma organização criminosa conhecida como “máfia do cigarro”, que, segundo as autoridades, seria comandada por Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.

A operação também investiga supostas ligações entre integrantes da organização e agentes políticos.

Pastor também atua no setor de tabaco

Além da atuação religiosa como fundador da Igreja da Nuvem, Márcio Poncio é empresário do ramo do tabaco. Ele é pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio.

Sua atuação empresarial no setor de cigarros fez com que ficasse conhecido pelo apelido de “pastor do cigarro”.

Operação já prendeu outros investigados

Apontado pelas forças de segurança como um dos principais líderes do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilson Oliveira Coutinho Filho foi preso em fevereiro deste ano, em Cabo Frio, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, após trabalho conjunto das polícias Federal e Civil.

Segundo as investigações, Adilsinho também seria responsável pelo controle da fabricação e da distribuição de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com expansão das atividades para outros estados.

Na mesma operação, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), também foi alvo de mandado de prisão e permanece detido desde março.

  • Publicado: 12/07/2026 17:55
  • Alterado: 12/07/2026 17:55
  • Autor: Suzana Rezende
  • Fonte: FolhaPress