Moeda Verde inaugura 34º ponto de coleta e amplia alcance nas comunidades
Programa fortalece coleta seletiva, educação ambiental e troca de resíduos por alimentos
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 20/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Pocah
A Prefeitura de Santo André inaugurou o 34º ponto de coleta do projeto Moeda Verde no Jardim Bom Pastor, iniciativa voltada à promoção da educação ambiental, da coleta seletiva e da segurança alimentar por meio da troca de resíduos recicláveis por alimentos. A nova unidade integra o plano de expansão do programa, que busca ampliar o atendimento a diferentes regiões da cidade e consolidar práticas sustentáveis junto à população.
Durante o evento de lançamento, o prefeito Gilvan Ferreira ressaltou a trajetória do Moeda Verde e sua relevância dentro das políticas públicas municipais. Segundo ele, o programa carrega um histórico de crescimento contínuo e de reconhecimento por parte da população.
“Vamos lá gente, 34ª edição do programa Moeda Verde junto com Moeda Pet. É um programa que particularmente eu tenho muito carinho. Quando eu fui superintendente do Semasa, estava na 18ª edição. Começou lá com a Ana Carolina, mas foi quando a gente juntou Moeda Verde e Moeda Pet”, afirmou.
Meta é chegar a novas comunidades

De acordo com o prefeito, a ampliação do número de pontos de coleta faz parte do compromisso assumido no plano de governo. A expectativa é alcançar, ao menos, 50 comunidades atendidas.
“A gente vai chegar a 50 comunidades pelo menos. Esse ano ainda tem muitas novas entregas e muitos novos pontos”, disse.
Gilvan destacou ainda que a popularização do programa facilita o trabalho das equipes técnicas, já que a dinâmica de troca é conhecida pelos moradores. “Hoje, quando a gente vai explicar, as pessoas já conhecem o programa. Na primeira troca, inclusive, já aparece bastante gente para fazer.”
O Moeda Verde teve início como uma ação piloto e, ao longo do tempo, passou por adaptações que contribuíram para sua consolidação. A integração com o Moeda Pet e a adoção do modelo de drive-thru em algumas regiões são exemplos de ajustes feitos para atender melhor às demandas das comunidades e ampliar a participação popular.
Ações ambientais e impacto local

O novo ponto de coleta foi implantado no Jardim Bom Pastor, área que enfrenta desafios históricos relacionados ao descarte irregular de resíduos e a problemas de drenagem urbana. Durante a coletiva, representantes da administração municipal explicaram que o programa vai além da entrega de alimentos, ao atuar diretamente na conscientização ambiental.
“Além de toda a segurança alimentar, é uma comunidade que é bacana a gente chegar com alimento fresco na mesa das pessoas. É um local também que tem pontos de descarte irregular de resíduos”, afirmou o secretário de meio ambiente de Santo André, Edinilson Ferreira.
Segundo ele, o descarte inadequado de lixo contribui para o entupimento do sistema de drenagem e agrava episódios de alagamentos.
“Às vezes, muito disso, as pessoas jogam lixo na rua, isso é caro no sistema de drenagem. É uma população que, por muitos anos, sofreu bastante com as cheias”, explicou.
A proposta do Moeda Verde, nesse contexto, é associar a troca de resíduos por alimentos ao trabalho educativo, reforçando o compromisso com o meio ambiente e a prevenção de enchentes.
Coleta seletiva como referência

A política de coleta seletiva do município também foi destacada durante o evento como um dos pilares que sustentam o Moeda Verde. Gestores lembraram que a cidade é referência nessa área, com quase três décadas de experiência.
“Santo André é referência em coleta seletiva. Já são quase 30 anos de trabalho. E tudo o que a gente faz de coleta seletiva melhora”, afirmou o secretário.
Ele explicou que programas como o Moeda Verde contribuem diretamente para a redução do volume de resíduos enviados ao aterro sanitário. “Quando a coleta seletiva é bem feita, a gente não joga no aterro aquilo que não precisaria jogar, como pneu ou garrafa pet. Isso vai para a reciclagem”, disse. Segundo o gestor, materiais que antes teriam como destino o aterro ou o sistema de drenagem passam a ser reaproveitados, o que amplia a vida útil da estrutura municipal de destinação de resíduos.
Ganhos ambientais e econômicos
Além dos benefícios ambientais, o Moeda Verde também gera impacto positivo nas contas públicas. Dados apresentados durante a coletiva apontam que o programa representa economia significativa ao reduzir a necessidade de ações corretivas, como limpezas emergenciais e coletas extras. “Mais de um milhão e meio por ano. Durante todo esse período do programa, com certeza, mais de dez milhões, chegando a quase quinze milhões de reais de economia”, afirmou Gilvan Ferreira.
O prefeito explicou que o descarte irregular obriga o envio de caminhões fora do itinerário normal da coleta, o que aumenta os custos operacionais. “Isso gera muito custo para a prefeitura, porque não está no nosso itinerário do dia a dia. Quando a gente vem limpar a comunidade, traz uma economia e eficiência grande para o sistema”, completou.
Idealização e visão da deputada Ana Carolina Serra

Idealizadora do Moeda Verde, a deputada estadual Ana Carolina Serra participou da inauguração e falou sobre a evolução do programa ao longo dos anos. “É emocionante participar de cada abertura, de cada inauguração. É como passar um filme. A gente começou pequenininho, como um programa piloto, para ver se dava certo, e as pessoas foram entendendo”, afirmou.
Ela destacou o caráter transversal da iniciativa, que envolve diferentes áreas da administração pública. “É um programa que precisa do meio ambiente, da educação, da saúde, porque a gente vai trazer saneamento para as pessoas, ajudar nas enchentes e colaborar na economia”, disse.
Para a deputada, o impacto vai além da troca de resíduos por alimentos e atinge diretamente o comportamento das famílias.
“A gente educa as pessoas, educa as crianças, que levam isso para casa. O que mais impacta é ver o número de famílias atendidas e recebendo alimento de qualidade.”
Ana Carolina também ressaltou a regularidade do atendimento e o engajamento da população. “A cada 15 dias, cada vez mais pessoas contam com a vinda do Moeda Verde. Isso cria essa sensação de pertencimento, de cuidar de onde se mora, com o poder público trabalhando junto com o cidadão”, afirmou.