Modelo brasileira Francielly Ouriques detida em Aeroporto de Chicago durante viagem ao Coachella
Os agentes alegaram que ela apresentava indícios de intenção de permanência irregular no país.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 16/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A renomada modelo e influenciadora digital, Francielly Ouriques, vivenciou uma experiência angustiante durante sua viagem para o Coachella, um dos festivais de música mais prestigiados do mundo. No dia 10 de abril, enquanto fazia uma conexão no aeroporto de Chicago, nos Estados Unidos, a brasileira foi detida por agentes da imigração.
De acordo com informações divulgadas por Francielly em suas redes sociais, os agentes alegaram que ela apresentava indícios de intenção de permanência irregular no país. O motivo oficial para a revogação do seu visto estava relacionado à suspeita de que a modelo planejava residir nos Estados Unidos e estabelecer um negócio.
A abordagem ocorreu na área de desembarque, onde um agente questionou Francielly sobre a possibilidade de estar transportando itens proibidos. Em seguida, ela foi levada para uma sala reservada, onde passou por uma revista pessoal. Durante esse processo, três elementos foram considerados problemáticos: o transporte da bagagem de um amigo, a posse de comprimidos de Tramal – um analgésico – e mensagens encontradas em seu celular.
As autoridades interpretaram as comunicações como evidências de tentativas anteriores de abrir um negócio nos EUA e mencionaram referências à busca pelo green card, visto que concede residência permanente no país.
Francielly contestou as alegações sobre seus planos migratórios: “Se eu realmente quisesse morar nos Estados Unidos, teria permanecido no ano passado e não retornado ao Brasil”, declarou. Após o interrogatório, a influenciadora relatou ter sido presa e enfrentado uma situação desconfortável: “Fiquei em uma cela de 3 metros quadrados, com apenas um banco e um colchonete. Estava sem comunicação com o mundo exterior e exposta ao frio intenso”, descreveu.
O passaporte da modelo foi confiscado até sua volta ao Brasil. Ao retornar ao país, ela procurou a Polícia Federal, mas foi informada de que não havia ações a serem tomadas, já que a decisão pertencia às autoridades americanas.
“Me senti completamente desprotegida e vulnerável. Essa experiência me traumatizou muito. Por isso decidi compartilhar minha história para alertar outros sobre os riscos ao viajarem para os Estados Unidos”, afirmou Francielly em suas postagens.
A influenciadora também mencionou ter sofrido perdas financeiras e emocionais significativas devido à situação. Um funcionário da companhia aérea United Airlines comentou que outros casos semelhantes de deportação ocorreram no mesmo período. O visto de Francielly foi cancelado e ela ainda está indecisa quanto a uma possível nova tentativa de retorno aos Estados Unidos.