Mistério do desaparecimento de recém-nascido é esclarecido

Após dois anos de espera, A Santa Casa de Mauá recebe laudo do Instituto Médico Legal que descarta gravidez de mulher que denunciou hospital de sumir com recém-nascido, no final de 2012

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Na época, a ajudante de cozinha Layane Cardozo Santos deu entrada na Santa Casa para dar à luz a uma menina. Porém, durante a cirurgia cesariana, o médico constatou que a jovem não estava grávida e por não aceitar a situação, a família denunciou o hospital de desparecer com o bebê e um inquérito policial foi aberto para investigar o caso.

De acordo com o diretor-superintendente da Santa Casa de Mauá, Harry Horst Walendy, o laudo assinado pelo médico legista Oswaldo Roberto Nascimento, a cicatriz resultante da intervenção sofrida por Layane realmente condizia com uma laparotomia abdominal (abertura cirúrgica da cavidade abdominal). Entretanto, o médico não pode afirmar se era decorrente de parto e com base em um exame de ressonância magnética, não foi identificado no útero imagens de recesso de cesárea na parede do istmo uterino.

O laudo conclui que com base nos exames analisados, não há indícios de ter ocorrido parto cesárea pela laparotomia e conforme ultra-som realizado após a cirurgia, o útero não apresentava dimensão compatível com gravidez pós-parto.

 “Desde o início, tínhamos a certeza que todo o procedimento realizado aqui na Santa Casa estava correto. Porém, este caso, em razão da sua repercussão na mídia, trouxe uma imagem muito negativa para a instituição. Era comum as mães perguntarem se não iríamos também sumir com seus bebês após o parto. Agora, queremos apenas ter o mesmo espaço para mostrar que estávamos certos”, declarou Walendy.