Ministro Luiz Marinho defende fim da jornada 6x1 e propõe semana de 40 horas
Para o titular da pasta do Trabalho, diálogo com empresários e Congresso é essencial para viabilizar a mudança
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 10/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou neste sábado (10) que a principal barreira para a extinção da jornada 6×1, seis dias de trabalho por um de descanso, está no convencimento de empresários e parlamentares. Durante a Feira da Reforma Agrária, promovida pelo MST em São Paulo, o ministro reforçou a necessidade de uma discussão “construtiva e sustentável” sobre a redução da carga horária semanal.
“O que peço às lideranças empresariais é que encarem esse debate com naturalidade, como uma necessidade da economia brasileira”, declarou. Marinho argumenta que uma jornada menor contribui para a saúde mental dos trabalhadores, previne acidentes, melhora a produtividade e fortalece o consumo interno, ao ampliar a massa salarial e o trabalho formal.
Proposta é reduzir de 44 para 40 horas semanais
A proposta defendida por Marinho é a redução gradual da jornada atual de 44 horas para 40 horas por semana. Ele classificou o modelo 6×1 como “cruel”, especialmente para as mulheres, e indicou que a mudança depende de uma emenda constitucional, que exige apoio robusto no Congresso.
Nos bastidores, parte dos parlamentares e até ministros de centro-direita já demonstram apoio à ideia. Apesar disso, Marinho reconhece que o processo é complexo e envolve negociações políticas.
“O desafio é convencer o Congresso. Isso pode depender de uma PEC, o que exige articulação e maioria qualificada em duas votações nas duas casas”, observou.
Reforma ministerial entra na reta final
Durante o mesmo evento, o ministro também comentou sobre a reforma ministerial em andamento no governo federal. Segundo ele, a fase final está sendo conduzida exclusivamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “As últimas peças devem ser definidas em breve. A ideia é entrar no segundo semestre com a equipe ajustada para colher resultados”, disse.
Até agora, 12 mudanças já ocorreram na Esplanada dos Ministérios, sendo nove substituições diretas e três realocações internas. Entre elas, está a troca na pasta das Mulheres, que passou de Cida Gonçalves para Márcia Lopes.
Lula também avalia novas alterações, incluindo a possível nomeação do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) para a Secretaria-Geral da Presidência, além de definir o futuro do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT-PI).