Ministro do Trabalho defende fim da escala 6x1
Luiz Marinho afirma que o fim da escala 6x1 é essencial para modernizar as relações de trabalho e garantir saúde aos brasileiros
- Publicado: 02/05/2026 09:22
- Alterado: 02/05/2026 09:22
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Governo Federal
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu enfaticamente o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) durante participação no programa “Bom Dia, Ministro” nesta semana. A proposta do Governo Federal é reduzir a jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, garantindo duas folgas por semana.
Segundo Marinho, a jornada atual é “extenuante” e está diretamente ligada ao aumento de doenças ocupacionais, especialmente as mentais, além de elevar o índice de acidentes e faltas (absenteísmo). “É provado que estão aumentando demasiadamente as doenças profissionais. O governo defende a mudança para acabar com essa escala perversa, especialmente para as mulheres”, enfatizou.
Produtividade e Mercado de Trabalho

O ministro rebateu as críticas de setores empresariais que temem prejuízos econômicos, classificando os alertas de crise como “terrorismo”. Ele utilizou como exemplo a redução da jornada de 48 para 44 horas na Constituição de 1988, que não quebrou empresas e, pelo contrário, melhorou o ambiente de trabalho e a qualidade da produção.
Outro ponto crucial levantado foi a dificuldade de preencher vagas:
- Rejeição de vagas: Muitos candidatos, especialmente jovens, têm recusado postos em hipermercados e outros setores devido à escala 6×1.
- Retenção de talentos: Empresas que já adotaram o modelo 5×2 relatam experiências exitosas e maior facilidade em manter suas equipes.
Flexibilidade e Negociação

Marinho esclareceu que o fim da escala 6×1 não significa a proibição do trabalho aos fins de semana. Setores que exigem funcionamento contínuo poderão se organizar através de negociações coletivas.
“Não é verdade que vai eliminar o trabalho aos sábados. As folgas podem ser consecutivas ou não, vai depender da formatação que o Congresso aprove. Propomos que tenha uma flexibilidade de quando serão as folgas por meio de convenção coletiva”, explicou.
Outros Temas: Motoristas de Aplicativo
O ministro também comentou a paralisação da regulamentação do trabalho por aplicativos no Congresso. O governo propõe benefícios como:
- Remuneração mínima: R$ 10 por entrega.
- Quilometragem: Pagamento de R$ 2,50 por km rodado.
- Transparência: Fim da subpraça.
Para Marinho, a falta de consenso prejudica os trabalhadores, enquanto a desregulamentação beneficia apenas as empresas do setor.
Proposta em Resumo: Novo Modelo de Jornada
| Ponto | Descrição |
| Carga Horária | Redução de 44h para 40h semanais. |
| Folgas | Mínimo de 2 dias de descanso por semana (Modelo 5×2). |
| Salário | Manutenção integral do valor recebido pelo trabalhador. |
| Flexibilidade | Datas das folgas definidas por negociação entre sindicatos e empresas. |