Ministro Carlos Lupi rebate críticas sobre morosidade no INSS: “Não é um botequim de esquina”
Investigações revelam esquema bilionário de descontos indevidos
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 28/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, defendeu-se nesta segunda-feira (28) das críticas sobre a demora do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em lidar com descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. Em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), Lupi afirmou que o processo exige cautela e investigação rigorosa.
“[O INSS] não é um botequim de esquina, não dá para resolver em 24 horas. O problema precisa ser aprofundado”, declarou o ministro. Ele acrescentou que agora cabe à Polícia Federal (PF) e à Controladoria-Geral da União (CGU) investigar as entidades envolvidas.
Operação aponta desvio de bilhões em benefícios
As investigações da PF e da CGU identificaram um esquema nacional de descontos associativos não autorizados que, entre 2019 e 2024, movimentou cerca de R$ 6,3 bilhões. Em fevereiro deste ano, as 11 entidades investigadas foram responsáveis por 60% dos descontos realizados nos benefícios pagos pelo INSS, o que corresponde a R$ 150 milhões em um único mês.
Durante as operações, a PF apreendeu bens de alto valor, incluindo carros de luxo como Ferrari e Rolls Royce, além de joias, quadros e grandes quantias em dinheiro, como 200 mil e 150 mil dólares com diferentes alvos da investigação.
Lupi segue no cargo e presta esclarecimentos ao Congresso
Apesar da crise, interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que não há, até o momento, qualquer movimentação para a saída de Carlos Lupi do ministério. Auxiliares do Planalto ressaltam que não há indícios de envolvimento direto do ministro no escândalo.
Nesta terça-feira (29), Lupi deverá comparecer à Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre o caso.