Ministério Público pede para Nuzman ficar preso por tempo indeterminado
O Ministério Público Federal do Rio pediu hoje (9) a conversão do pedido de prisão temporária de Nuzaman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil, para preventiva -sem prazo para terminar
- Publicado: 11/02/2026
- Alterado: 15/08/2023
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Itaú Cultural
O prazo da prisão temporária, que tem validade de cinco dias, vencerá nesta segunda-feira. O juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, decidirá até o final desta tarde se aceita não o pedido do MPF.
Junto com o pedido, o MPF também solicitou a prorrogação do pedido da prisão temporária do ex-diretor de Marketing e Comunicação do COB, Leonardo Gryner. Os dois foram presos pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira. Eles estão detidos em Benfica, na zona norte do Rio.
Carlos Arthur Nuzman foi detido durante a Operação Unfair Play, um desdobramento da Lava Jato que aponta que houve compra de votos para que o Rio fosse escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Na denúncia, os procuradores federais apontaram para a ocultação de bens de Nuzman, incluindo 16 barras de ouro depositadas em um cofre na Suíça, motivaram a prisão. Os procuradores também citaram que Nuzman teve crescimento “exponencial” de seu patrimônio entre 2006 a 2016: 457%.