Ministério apreende feijão com insetos vivos e barra arroz

A força-tarefa do Ministério da Agricultura apreendeu 30 toneladas de feijão sem origem e com insetos no interior de SP

Crédito: Divulgação

Uma força-tarefa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interditou uma fábrica e apreendeu toneladas de alimentos impróprios para consumo no interior do estado de São Paulo. A operação fiscalizou indústrias de beneficiamento e empacotamento de grãos nos municípios de Itu, Sorocaba, Campinas, Rio Claro, Cerquilho e Elias Fausto.

A fiscalização teve como foco inspecionar as condições sanitárias, a origem dos alimentos e se os produtos cumpriam as regras de qualidade exigidas pela legislação federal.

Ao final da operação, uma das empresas inspecionadas teve a produção suspensa cautelarmente por cometer sucessivas irregularidades.

Insetos vivos e feijão sem origem

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Nas cidades de Itu, Campinas e Sorocaba, os auditores fiscais apreenderam cerca de 30 mil quilos de feijão. O lote apresentava graves problemas de rastreabilidade, impossibilitando saber de onde o produto veio ou quando foi colhido. Além da falta de documentos, parte do feijão estava infestada por insetos vivos dentro dos sacos.

Já em Rio Claro, Elias Fausto e Cerquilho, o Mapa inspecionou 139,1 mil quilos de arroz. Em uma das fábricas, os agentes apreenderam 6 mil quilos de arroz porque o estabelecimento operava de forma clandestina, sem ter o registro obrigatório junto ao governo federal para empacotar alimentos. No mesmo local, 24 bobinas de embalagens plásticas foram confiscadas e destruídas.

Falta de classificação e testes em laboratório

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A força-tarefa descobriu que os grãos eram ensacados e enviados aos supermercados sem passar pelo processo obrigatório de classificação, etapa que define o tipo e o padrão de qualidade do arroz e do feijão (como “Tipo 1” ou “Tipo 2”). Sem isso, o consumidor final era enganado sobre o que de fato estava comprando.

Os fiscais recolheram 20 amostras de marcas de arroz e feijão nacionais e importadas. Esses pacotes foram enviados para análise em laboratórios oficiais para monitorar a presença de resíduos de agrotóxicos ou contaminações perigosas à saúde.

  • Publicado: 24/06/2026 21:21
  • Alterado: 24/06/2026 21:21
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Governo Federal