Ministério da Saúde amplia acesso à Donepezila para pacientes com Alzheimer em estágio grave
A ampliação deve beneficiar10 mil pacientes e melhorando qualidade de vida.
- Publicado: 02/02/2026
- Alterado: 15/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: PMSCS
Uma nova portaria do Ministério da Saúde, divulgada nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial da União, estabelece a ampliação do uso da donepezila para pacientes diagnosticados com a forma grave da doença de Alzheimer dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Anteriormente, o medicamento, reconhecido por suas propriedades que auxiliam na preservação das funções cognitivas e na manutenção da capacidade funcional, era disponibilizado apenas para aqueles que apresentavam quadros leves ou moderados da doença.
Conforme a nota oficial emitida pela pasta, agora os pacientes que enfrentam a forma grave da condição poderão utilizar a donepezila, seja isoladamente ou em combinação com a memantina, outro medicamento já disponível pelo SUS.
A comunicação do ministério enfatiza que o tratamento contínuo com esses fármacos é fundamental para mitigar sintomas característicos da doença, como confusão mental, apatia e alterações comportamentais nos pacientes.
A iniciativa para ampliar o uso da donepezila partiu do próprio ministério e foi resultado do processo de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) referente à doença de Alzheimer.
A estimativa é de que aproximadamente 10 mil indivíduos possam ser beneficiados no primeiro ano com a nova oferta do medicamento.
A doença de Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva que afeta gravemente a memória, o comportamento e a autonomia dos afetados. Embora não exista uma cura definitiva, o tratamento pode auxiliar na desaceleração do avanço das perdas cognitivas.
O ministério ressalta que, em estágios avançados da enfermidade, o cuidado deve ser ainda mais intensivo e que o acesso a medicamentos eficazes se torna um recurso essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Pesquisas submetidas à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) demonstram que a continuidade do tratamento com donepezila pode resultar em melhorias significativas nos sintomas de agitação, apatia e confusão mental, além de postergar a necessidade de institucionalização dos pacientes.