Minissérie-crítica: Teatro de Vampiros Brasileiros — Ep. 02
Vazamentos de sol com a peneira Hoje é domingo (15), o último dia de uma semana pra exorcista nenhum botar defeito. No pay-per-view a transmissão do BBB do mal, teve gente que sequer conseguiu comemorar a indicação do cancelado do momento. Porém, quando tudo indicava que o paredão do Covil de Vampiros era uma certeza, surge […]
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Vazamentos de sol com a peneira
Hoje é domingo (15), o último dia de uma semana pra exorcista nenhum botar defeito. No pay-per-view a transmissão do BBB do mal, teve gente que sequer conseguiu comemorar a indicação do cancelado do momento. Porém, quando tudo indicava que o paredão do Covil de Vampiros era uma certeza, surge um “fato novo”, justamente fora da Casa do Povo mais vigiada do Brasil.
Assim, os estragos causados por uma amaldiçoada sexta-feira 13, ainda repercutem em todos os noticiários com reflexos por todos os lados, sobretudo no “Baixio dos Conservadores”, que se ouriçou com a possibilidade de fincar as unhas no acordo de delação de Mauro Cid. Já na ala dos camaradas, bastou uma reportagem pra colocar água no chopp dos vermelhos.
Dentre toda a apuração, os vazamentos parecem muito ter origens nos mais distantes confins da uma cripta, escondida no Vale da Colina, local onde reside o Príncipe das Sombras. Em meio a tanta intriga e roteiro de drama, medo e delírio, uma verdade irretocável gritava aos sete uivos: as melhores fontes são quase sempre vindas dos aliados, ou ao menos, dos que aparentam ser. O que se sabe até aqui, da conta de que, o tenente-coronel, aparentemente, fazia uma espécie de “jogo-duplo”, ao mesmo tempo em que parecia colaborar com a Polícia Federal (PF), secretamente, que mantinha laços com o clã bolsonarista.
Muito em breve nós conheceremos qual deles está mentindo, pois quando o reflexo se esconde do espelho, revela de cara a face de quem perdeu a humanidade. Ou talvez, daquele que nunca sentiu o pulsar de uma vida sem poder —, ao cobrir sua capa de um pouco mais…de poder. Assim, o ministro que veste preto, tem por entre as unhas e dentes, a Meta, de explicar o que acontece com mentirosos que atentam contra as cores de uma pátria em sombras.
Se não, vejamos: aos goles que sorvem frios, saberemos que um traidor-réu só foge a escuta. E ainda, que numa simples conjectura de intuição sobrenatural — por si só, ateste, no mínimo, as mais diferentes formas, de como o pescoço da democracia brasileira foi posto a prova de maneira limítrofe por figuras nefastas que durante o julgamento final, se atrapalhavam em suas próprias contradições e desculpas esfarrapadas.
Por fim, no frigir dos povos — eles, que sempre se vestem de sombras, novamente parecem galos de rinha, que de pertinho da única autoridade de manto disposto a uma máscara sem rosto, não passam de cordeiros amansados temendo pelo abate do caçador. É assim que a proximidade com o ministro Alexandre de Moraes pareceu um amansar ao “Baixio das Bestas”. E sim, como são bestas, mesmo.
Por entre trevas e rostos ocultos nos passos a seguir, não existem caminhos fáceis para o ex-presidente e seus aliados, além de se preparar para o pior. Assim, basta saber como será esse tal “pior”, e de que forma se pavimentará o caminho para a chegada de seu último alvorecer.Por fim, com mais de 666 destinos muito próximos de um final já escrito pelos autores do soneto, os últimos 45 minutos do final das quatro linhas, é principalmente o fechamento de tampa desse caixão.
Em suma, o sangue, invariavelmente, costuma escorrer com gosto, pena que por entre as presas de quem sempre encontra abrigo na jugular de pensamentos de um eleitor “inocente”, ano após ano. Então, pouco importa se “mamar nas tetas do governo”, seja uma metáfora de quem suga até os ossos do suor e sangue brasileiro, pois no final das contas, eles sempre voltam do túmulo.E ainda que seja pra levar um último “ml” de suspiro e plasma em suas presas e bolsos, mais vale uma parcela de panis circense na veia, que um aplauso sonoro do alto de um camarote goticamente decorado com pompa, brioches e uma tornozeleira eletrônica.
Justiça? É querer demais, mas ao menos por hoje: sim. Até porque, causo de vencedor é cantiga de bruxa caçada. Então, exorcizar algumas práticas por mais de um terço do congresso t(r)emendo de frio na água benta do Alvorada, pois ao menos por hora, os vampiros verão o nascer no sol enquadrado, mas sem óculos escuro nas férias.
Fique ligado, semana que vem saem os dois últimos episódios da curta e mais louca minissérie-crítica das oito, só aqui —, no ABC do ABC.
Teatro de Vampiros Brasileiros