MinC planeja programa que une cultura e agenda climática
Pesquisa identificará políticas que utilizem saberes ancestrais e produções contemporâneas para fortalecer a resiliência climática
- Publicado: 09/04/2026 14:22
- Alterado: 09/04/2026 14:22
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Governo Federal
O Ministério da Cultura (MinC) realizou, nesta semana no dia 07, a primeira reunião técnica para estruturar o Programa Cultura, Meio Ambiente e Mudança do Clima. O encontro contou com a participação de consultoras da Unesco e teve como foco o planejamento da nova política pública, que pretende identificar e integrar iniciativas que utilizem a cultura como ferramenta de enfrentamento à crise climática.
A elaboração do programa será subsidiada por um Grupo de Trabalho (GT) permanente, instituído pela Portaria nº 239/2025. O projeto prevê uma ampla pesquisa em âmbitos nacional e internacional, além de escutas com a sociedade civil e outros ministérios para consolidar diretrizes que devem ser lançadas no segundo semestre deste ano.
Liderança Internacional e Eixos Locais

Segundo o assessor especial do MinC, Carlos Paiva, o Brasil ocupa hoje uma posição estratégica no debate global. O país copreside o Grupo de Amigos da Ação Climática Baseada na Cultura e tem levado o tema para fóruns como o G20 e a COP30.
No plano interno, a agenda climática já foi incorporada como eixo central do novo Plano Nacional de Cultura. Entre as bases para o programa estão:
- Justiça Climática: Diálogo com culturas populares e comunidades tradicionais.
- Patrimônio Cultural: Foco na preservação de territórios e no conceito de “Bem Viver”.
- Articulação Institucional: Integração do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural (SNPC) às metas ambientais.
Próximos Passos
O desenvolvimento do programa ocorre em um momento em que a cultura é reconhecida como um pilar essencial para a mudança de comportamento social em relação ao meio ambiente. “Temos uma base sólida para formular um programa em uma área emergente. O resultado deve ser exemplar para outros países“, avaliou Paiva.
A construção do documento final passará por fases de entrevistas e diagnósticos territoriais para garantir que a política pública reflita as diferentes percepções culturais brasileiras sobre os impactos ambientais contemporâneos.