Migração em massa e soberania: A estratégia de segurança de Trump
Novo plano de Donald Trump foca no fim da era das migrações em massa descontroladas, classificando a segurança das fronteiras como prioridade nacional
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 05/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O governo do presidente Donald Trump delineou, nesta sexta-feira (5), os pilares de sua nova “Estratégia Nacional de Segurança”, um documento que sinaliza uma reorientação profunda na política externa e interna dos Estados Unidos. Com a máxima “America First” como diretriz central, o plano coloca a segurança das fronteiras e a redução drástica da migração em massa no topo das prioridades nacionais. A publicação oficial do texto reafirma o compromisso da administração Trump em reverter o que classifica como anos de negligência no controle migratório.
A estratégia declara que “a era das migrações em massa deve chegar ao fim“ e eleva a proteção das fronteiras à condição de “elemento principal da segurança nacional“. Esta postura reflete a determinação de Washington em reassegurar sua posição de predominância no Hemisfério Ocidental, buscando não apenas a proteção do território, mas também o acesso seguro a áreas geográficas consideradas estratégicas.
A segurança das fronteiras como foco principal contra ameaças transfronteiriças

A nova doutrina de segurança do governo Trump visa defender o país contra uma série de “invasões“. O conceito de invasão, conforme detalhado no documento, extrapola a questão da migração em massa e abrange uma lista de ameaças transfronteiriças que incluem:
- Terrorismo
- Tráfico de drogas e pessoas
- Espionagem
- Outras migrações descontroladas
Para combater esses desafios, a Estratégia Nacional de Segurança sugere um reajuste da presença militar americana global. A ideia é afastar-se de cenários internacionais cuja relevância para a segurança americana é vista como diminuída, concentrando recursos e atenção em ameaças consideradas mais urgentes e próximas. A ênfase é clara: a segurança e a prosperidade dos EUA passam, primeiramente, pela estabilidade e liderança na própria região.
O documento aponta que, para garantir a segurança no Hemisfério Ocidental, as condições para futuras parcerias e ajuda externa americana devem estar estritamente ligadas à diminuição da influência estrangeira adversa na região.
Rivalidade global e a busca por independência econômica

Em uma análise de âmbito mais amplo, o texto da Casa Branca aborda a complexa rivalidade global, embora evite nomear diretamente a China. Contudo, as referências à disputa por minerais críticos e à presença de atores estrangeiros em locais estratégicos, como o Canal do Panamá, deixam clara a preocupação com a crescente influência chinesa na América Latina.
A estratégia de Trump propõe reequilibrar as relações econômicas entre os países, com o objetivo de restabelecer a independência econômica dos EUA por meio de uma política de equidade e reciprocidade. Esse movimento é visto como essencial para proteger a soberania americana, que, segundo o texto, estaria ameaçada por “potências estrangeiras“.
O governo também manifesta preocupação com o fato de que certas influências externas no Hemisfério Ocidental podem ser de difícil reversão devido às alianças políticas formadas entre governos latino-americanos e atores internacionais. A administração afirma já ter mitigado parte dessa influência ao expor os custos ocultos de assistências externas que são, frequentemente, apresentadas como “de baixo custo“.
Críticas à Europa e o alerta sobre tendências migratórias
A Estratégia Nacional de Segurança também direciona críticas aos aliados europeus, especificamente no contexto do conflito na Ucrânia. O documento defende que a promoção de uma rápida cessação das hostilidades é um interesse direto dos EUA para estabilizar as economias do continente, que teriam se tornado ainda mais dependentes de influências externas devido à guerra.
Essa crítica gerou uma resposta imediata. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, por exemplo, declarou que seu país não necessita de “conselhos externos”, reiterando que assuntos como liberdade de expressão e organização social não devem ser pautados por estratégias estrangeiras.
Apesar das críticas, Trump reafirma o compromisso de Washington com a União Europeia, prometendo apoio aos aliados na manutenção da liberdade e segurança continental. No entanto, o texto finaliza com um alerta dramático sobre a política migratória na Europa, correlacionando-a diretamente com a política de migração em massa global. O documento sugere que, se as atuais tendências migratórias europeias persistirem, o continente corre o risco de se tornar “irreconhecível em duas décadas ou menos”. A mensagem é clara: o controle rigoroso da imigração é uma prioridade global sob a lente da nova doutrina de segurança americana.