Michelle Bolsonaro se emociona e diz que ex-presidente não vai desistir
A ex-primeira-dama participou de manifestação em defesa de Jair Bolsonaro e criticou decisões do STF
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 07/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Na tarde deste domingo (7), Michelle Bolsonaro discursou emocionada na avenida Paulista, em São Paulo, durante manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Chorando, ela afirmou que o marido não pretende desistir da política.
“Nunca pensei que seria tão difícil estar aqui hoje com vocês. Mas creio e tenho certeza de que vamos passar por isso e a Justiça do Senhor vai reinar sobre a nossa nação”, disse.
Em sua fala, marcada por referências religiosas, Michelle criticou as medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como a vigilância da Polícia Penal e as revistas nos veículos que entram e saem do condomínio onde vive a família. “É muita humilhação que nós estamos vivendo, mas faz parte do processo. Nós vamos sair mais fortes. Não vamos desistir”, declarou.
Possível papel político em 2026
A presença da ex-primeira-dama ocorre em um momento de articulações da direita para definir nomes que disputarão as eleições presidenciais de 2026 contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como o principal nome, mas Michelle também aparece entre os cotados.
Nos bastidores, há duas hipóteses em discussão: uma chapa formada por Tarcísio e Michelle, ou até mesmo a candidatura da própria ex-primeira-dama à Presidência, representando o marido, que está inelegível até 2030 por condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Narrativa de perseguição e defesa de anistia
Além do discurso presencial, Michelle enviou áudios a apoiadores em Brasília e no Rio de Janeiro. Nas mensagens, acusou as autoridades de “perseguição política” e disse que o país vive uma “ditadura”. Também alegou que inocentes estariam presos injustamente após os atos de 8 de janeiro de 2023.
Enquanto isso, aliados de Bolsonaro, liderados por Tarcísio, articulam uma proposta de anistia que incluiria os condenados pelos atos golpistas e poderia beneficiar o ex-presidente. Contudo, pesquisas do Datafolha apontam que a maioria da população rejeita a medida, assim como concorda com as restrições impostas a Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar.