México anuncia aumento do salário mínimo e redução da jornada até 2030
Plano trabalhista prevê reajuste de 13 por cento e corte gradual da carga semanal, com impacto direto sobre renda e condições de trabalho no país
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 04/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, apresentou o plano que prevê aumento de 13% no salário mínimo a partir de 2026 e a implementação de um cronograma para reduzir a jornada semanal de 48 para 40 horas de trabalho até 2030. A proposta acompanha um movimento mais amplo de revisão das políticas laborais do país, que passa por retomada econômica gradual e ajustes estruturais.
O anúncio foi feito em meio a avaliações de que o mercado de trabalho precisa de estímulos combinados para recuperar capacidade de consumo e reduzir desigualdades regionais. Sheinbaum afirmou que o reajuste não pressiona a inflação, que segue dentro da meta estabelecida pelo Banco do México.
Impactos esperados na economia mexicana
O secretário do Trabalho, Marath Bolaños, afirmou que a redução da carga horária pode favorecer produtividade e qualidade de vida. Os dados do terceiro trimestre mostraram retração anual de 0,3%, com influência das incertezas provocadas por ameaças tarifárias do governo Donald Trump.
O novo salário mínimo diário será de 315,04 pesos, o equivalente a cerca de R$ 91,34, equivalentes a 9.582,47 pesos mensais (2.785 reais). Na região de fronteira, o valor será maior, chegando a 440,87 pesos diários, cerca de R$127.
Mudança será gradual e depende do Congresso
A jornada reduzida será implementada de forma escalonada entre 2027 e 2030. A diminuição seguirá ritmo anual de duas horas, respeitando acordo firmado com representantes de trabalhadores e empregadores. O calendário depende de aprovação do Congresso, que terá maioria governista no próximo período.
O governo já vinha promovendo reformas trabalhistas recentes, como o aumento do mínimo de férias remuneradas e a inclusão de direitos para trabalhadores de plataformas digitais. O pacote atual amplia esse movimento e tenta reposicionar o país entre economias com regimes laborais mais equilibrados.
México está entre países com maior carga horária anual

Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) apontam que o México registra média de 2.207 trabalhadas por ano, uma das maiores cargas entre os países membros. Para a presidente, Claudia Sheinbaum, o novo modelo busca corrigir distorções e alinhar produtividade com bem-estar, sendo assim, a modernização das regras é essencial para fortalecer competitividade e qualidade de vida.