Metalúrgicos em greve por campanha salarial buscam acordo
Com o G8 acordo foi fechado ontem. Greve será mantida nos grupos que ainda não apresentaram proposta contemplando a reposição da inflação
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 03/10/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Em assembleia realizada ontem (1º) à noite os metalúrgicos do ABC decidiram entrar em greve por tempo indeterminado até a conquista de reajuste salarial que contemple a reposição da inflação pelo Indica Nacional de Preços ao Consumidor INPC (9,88% nos últimos 12 meses até agosto). Nesta sexta-feira, ficaram parados cerca de 46 mil trabalhadores. Apenas as empresas que integram a bancada patronal do Grupo 8 (trefilação e laminação), que fecharam o acordo ontem, ficaram de fora da mobilização. As montadoras já têm acordos negociados por empresa e estão fora da campanha salarial.
A negociação com o G8 garantiu a reposição pelo INPC (9,88%), sendo 7,88% retroativos à data-base (1º de setembro) e 2 % aplicados em 1º de fevereiro. O valor do 13º salário e de férias também será reajustado em 9,88%. Essa negociação tornou-se referência para a categoria. Na tarde de hoje, foi fechado acordo com o Grupo 2, que reúne as os setores de máquinas e eletrônicos, em bases similares: o mesmo índice de reajuste (9,88%) até salários de até R$ 7.426,45. Acima desse teto, aplica-se o reajuste fixo de R$ 585, 20. Os dois grupos representam cerca de 33% dos trabalhadores da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
A campanha salarial dos Metalúrgicos do ABC é conduzida pela Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos do Estado de São (FEM-CUT). A Federação negocia com seis bancadas patronais: Grupo 2 (máquinas e eletrônicos); Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos); Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros); Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros); Estamparia e Fundição.
A data-base do ramo metalúrgico cutista é 1º de setembro e estão em Campanha aproximadamente 200 mil trabalhadores na base da FEM no Estado.