Metade dos brasileiros apoia prisão de Bolsonaro, diz Datafolha

Pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas na semana de julgamento do ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão

Crédito: Antonio Augusto/STF

Uma recente pesquisa realizada pelo DataFolha, que entrevistou mais de 2 mil cidadãos durante a semana do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), revela que metade da população brasileira apoia a condenação e prisão do ex-mandatário. O levantamento, que ouviu 2.005 eleitores em 113 municípios, aponta que 50% dos entrevistados são favoráveis à prisão de Bolsonaro, enquanto 43% se opõem à medida.

Na última quinta-feira (11), Jair Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de reclusão em regime fechado, após ser considerado culpado por liderar uma organização criminosa com o intuito de perpetrar um golpe de Estado em 2022. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) marca um momento histórico, já que Bolsonaro se torna o primeiro presidente brasileiro a ser condenado por tal crime.

A pesquisa evidenciou um forte apoio à condenação na região Nordeste do país, onde 62% dos participantes manifestaram respaldo à prisão do ex-presidente. Além disso, entre os jovens e os católicos, o índice de apoio alcançou 54%, indicando uma tendência significativa entre esses grupos demográficos.

Em adição à pena privativa de liberdade, Bolsonaro também foi multado em 124 dias-multa, correspondente a dois salários mínimos por dia. Os crimes pelos quais ele foi condenado incluem: liderança de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Embora a pena tenha sido estabelecida, ainda existe a possibilidade de recurso por parte da defesa de Bolsonaro. Isso significa que a execução da pena não será imediata, visto que no Brasil as sentenças só podem ser cumpridas após o trânsito em julgado da decisão judicial.

O local onde o ex-presidente cumprirá sua pena será determinado pelo relator do caso no STF, Alexandre de Moraes, assim que todas as possibilidades recursais forem esgotadas. As principais alternativas incluem a superintendência da Polícia Federal ou o Centro Penitenciário da Papuda, ambos localizados em Brasília.

Além disso, a defesa do ex-presidente planeja solicitar prisão domiciliar, argumentando sobre sua saúde delicada e idade avançada.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 13/09/2025
  • Fonte: FERVER