Mestres do Futuro Caixa: projeto valoriza saberes tradicionais com oficinas gratuitas; saiba mais

O projeto oferece oficinas de técnicas como cestaria sustentável, tecelagem em teares, bonecas e brinquedos tradicionais, cerâmica, crochê e costura, mosaico vivo e maracatu.

Crédito: Divulgação

As aulas tiveram início no dia 26 de março, e acontecem durante os meses de abril, maio e junho. Ao final das aulas, os participantes das oficinas e mestres têm a oportunidade de exibir seus trabalhos em uma exposição gratuita que circula pelo próprio Jardim Ângela, nos meses de julho e agosto, e passa pela Caixa Cultural São Paulo, em setembro.

Transmitir saberes tradicionais para jovens e valorizar o trabalho de artesãos e mestres da cultura popular são grandes objetivos do projeto Mestres do Futuro Caixa – Jardim Ângela. A iniciativa oferece uma série de oficinas gratuitas para jovens moradores do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo. As inscrições para essas atividades ainda estão abertas.

“Além da preservação, difusão e promoção da cultura popular local e dos saberes tradicionais, o Mestres do Futuro tem a proposta de oferecer alternativas de geração de renda através do empreendedorismo criativo, em contraponto à oportunidades de trabalho no centro expandido da cidade, geralmente com baixas remunerações em função do pequeno grau de instrução formal dos jovens. Ao repassar para os jovens técnicas tradicionais, que podem ser aproveitadas para a criação e venda de objetos contemporâneos, o projeto consegue atingir diferentes pontos para o desenvolvimento da comunidade do Jardim Ângela e da juventude que lá vive”, reflete Sonia Kavantan, a idealizadora do projeto.

O Mestres do Futuro Caixa – Jardim Ângela é idealizado e realizado pela Kavantan & Associados, com patrocínio da CAIXA.

Esta é a quarta edição da iniciativa. A primeira aconteceu em 2008/2009 em 14 cidades do interior do Pará e do Maranhão; a segunda ocorreu em 2012/2013 em 10 cidades da chamada Estrada Real; e a terceira está em desenvolvimento na Brasilândia, Cidade Tiradentes, Rio Pequeno e Sapopemba.

Dinâmica do projeto

As oficinas devem acontecer ao longo de três meses, de meados de março a metade de junho, com encontros três vezes por semana, em turmas de até 25 jovens e têm uma carga horária total de 108 horas. Os mestres que ministram as aulas foram selecionados por meio da curadoria de Karoline Caetano Brito e receberam uma capacitação para adequarem suas ações ao contexto e objetivos do projeto.

Podem participar das oficinas jovens de 15 a 21 anos moradores do Jardim Ângela, que estejam frequentando ou tenham finalizado o ensino médio prioritariamente em escolas públicas. As inscrições acontecem até o dia 10 de março e mais informações estão no site.

Saberes artesanais

A mestra Meire Pacheco ministra a oficina Cestaria Sustentável: Tramas de Jornal, na qual os participantes aprendem a tramar e moldar peças criativas de decoração e utilitárias reaproveitando jornais.

Outra atividade é Criatividade Tecida: Tecelagem em Teares, com a mestra Tânia Alves, na qual os participantes terão contato com teares e fios diversos, explorando padrões, texturas e cores para criar peças únicas, como bolsas, tapetes, painéis decorativos, entre outros.

Resgatar o encanto do brincar é a missão da oficina Feito à Mão, Feito para Brincar: Bonecas e Brinquedos Tradicionais, com a mestra Lilian Camargo, que ensina técnicas tradicionais de construção de brinquedos e bonecas.

Em Fios Criativos: Moda Artesanal em Crochê e Costura, com a mestra Vera Santos, os participantes aprendem essas duas técnicas manuais para criar peças personalizadas de vestuário, acessórios e decoração, todas cheias de estilo.

Já na oficina Mosaico Vivo: Arte Coletiva Transformando o Bairro, com o mestre Ronaldo Bozzi, os participantes aprenderão a transformar, de forma coletiva, cacos de cerâmica e vidro em murais coloridos e expressivos. Também aprenderão a aplicar a técnica em objetos de decoração.

E, em Terra e Tradição, Arte Afro-brasileira em Cerâmica, com o mestre Jair Guilherme, os jovens exploram as tradições da cerâmica afro-brasileira, aprendendo técnicas básicas para criar peças artísticas e utilitárias.

Por fim, na oficina Toques de Resistência: Maracatu, Ritmo e Identidade, com os mestres Jota Vianna e Roberta Marangoni, os participantes vivenciarão o maracatu, aprendendo seus ritmos, movimentos e a importância dessa expressão cultural na construção de identidade e resistência, além de construírem alguns instrumentos musicais utilizados.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 31/03/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo