Governo anuncia reajuste de 14% na merenda escolar

Orçamento da merenda escolar chega a R$ 6,7 bilhões em 2026

Crédito: Angelo Miguel/MEC

O Ministério da Educação (MEC) anunciou um novo aumento de 14,35% nos repasses da merenda escolar para 2026. Com esse reajuste, o investimento anual no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) saltou de R$ 3,6 bilhões em 2022 para R$ 6,7 bilhões este ano — um crescimento impressionante de 80% em quatro anos.

O objetivo principal é bater de frente com a inflação e garantir que o prato do estudante continue cheio e nutritivo. Os novos valores já começam a cair nas contas de estados e municípios nos próximos dias.

Além do aumento financeiro, o ministro Camilo Santana trouxe uma mudança importante: agora, 45% de toda a merenda deve ser comprada diretamente da agricultura familiar (antes a meta era 30%). Isso significa que cerca de R$ 3 bilhões vão direto para o bolso do pequeno produtor, garantindo comida fresca na escola e dinheiro girando na economia local.

“São mais de 50 milhões de refeições servidas todos os dias. Não há que se falar em educação sem alimentação escolar”, afirmou Camilo Santana.

O reajuste também trouxe mais justiça para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), que agora recebe o mesmo valor que o ensino regular.

  • Creches e Ensino Integral: Passou de R$ 1,37 para R$ 1,57
  • Escolas Indígenas e Quilombolas: Passou de R$ 0,86 para R$ 0,98
  • Pré-escola: Passou de R$ 0,72 para R$ 0,82
  • Ensino Fundamental, Médio e EJA: Passou para R$ 0,57

O Pnae é hoje uma das maiores políticas de segurança alimentar do mundo, atendendo quase 39 milhões de alunos em 140 mil escolas públicas. Ao garantir que a criança coma bem, o governo não apenas combate a desnutrição, mas também ajuda a manter o estudante na sala de aula, já que a merenda é, para muitos, a principal refeição do dia.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 10/02/2026
  • Fonte: FERVER