Expectativas do mercado financeiro para a economia brasileira em 2025 melhoram
PIB do Brasil cresce, inflação cai e dólar desvaloriza
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 16/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Recentemente, o Banco Central do Brasil divulgou o Boletim Focus, que reflete uma melhora nas expectativas do mercado financeiro em relação à inflação e ao crescimento da economia nacional para o ano de 2025. As previsões também indicam uma possível desvalorização do dólar até o final deste ano.
Conforme os dados apresentados, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma das riquezas geradas no país, foi ajustada para cima pela segunda semana consecutiva. A expectativa de crescimento passou de 2,18% para 2,20%, um aumento considerável em comparação com as estimativas de quatro semanas atrás, que eram de apenas 2,02%. Para os anos seguintes, as previsões apontam um PIB de 1,83% em 2026 e 2% em 2027.
No primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 1,4%, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário, conforme relatado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ano de 2024 também foi favorável, com um crescimento do PIB de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão econômica e a maior taxa desde 2021, quando o PIB teve um crescimento de 4,8%.
Projeções Inflacionárias
A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é considerado a medida oficial da inflação no Brasil, foi reduzida para 5,25% em 2025. Este número é inferior aos índices anteriores que eram de 5,44% na semana passada e 5,5% há quatro semanas. As estimativas para os anos subsequentes se mantêm estáveis em 4,5% para 2026 e 4% para 2027.
Em maio deste ano, a inflação oficial atingiu 0,26%, um valor menor comparado ao observado em abril (0,43%) e ao mesmo mês do ano anterior (0,46%). Segundo informações do Banco Central, a inflação acumulada no ano é de 2,75%, enquanto em um período de doze meses chegou a 5,32%. O grupo de despesas que mais influenciou o índice inflacionário foi o de habitação, com uma alta significativa de preços de 1,19%, especialmente devido ao aumento das tarifas de energia elétrica residencial.
Taxa Selic e Política Monetária
Para controlar a inflação dentro das metas estabelecidas, o Banco Central utiliza como principal ferramenta a taxa básica de juros, conhecida como Selic. Atualmente fixada em 14,75% ao ano, essa taxa sofreu um novo aumento de meio ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcando assim o sexto aumento consecutivo em um ciclo voltado para a contração da política monetária.
O Copom não forneceu indicações sobre futuras decisões na reunião programada para iniciar nesta terça-feira (17), mas ressaltou que as incertezas econômicas ainda exigem cautela nas próximas ações relacionadas à Selic. As expectativas do mercado são de que essa taxa se mantenha em 14,75% até o final de 2025 e que posteriormente diminua para 12,5% em 2026 e para 10,5% em 2027.
Impacto da Selic na Economia
A elevação da Selic tem como objetivo conter uma demanda aquecida. Taxas mais altas encarecem o crédito e incentivam a poupança. Entretanto, os bancos também consideram outros fatores ao determinar as taxas aplicadas aos consumidores, como riscos relacionados à inadimplência e custos operacionais. Isso pode dificultar a expansão econômica.
Por outro lado, uma redução na taxa Selic tende a baratear o crédito e incentivar tanto a produção quanto o consumo. Essa dinâmica busca equilibrar o controle sobre a inflação enquanto promove atividades econômicas.
Perspectivas Cambiais
No que tange ao câmbio, as expectativas atuais do mercado indicam que o dólar encerrará o ano cotado a R$ 5,77. Este valor representa uma queda em relação às projeções anteriores que indicavam R$ 5,80 há uma semana e R$ 5,82 há quatro semanas. Para os anos seguintes (2026 e 2027), as estimativas apontam que a moeda norte-americana deverá permanecer cotada em R$ 5,80.