Mercado de trabalho em SP registra menor desocupação em 12 anos

Indicadores do IBGE revelam queda de 30% no número de desocupados e aumento expressivo na renda. Confira o balanço econômico estadual.

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O mercado de trabalho em SP consolidou uma recuperação vigorosa em 2024, apresentando os melhores indicadores da última década. Segundo dados recentes do IBGE, a taxa de desocupação no estado recuou para 6,2%, atingindo o menor patamar registrado nos últimos 12 anos. Essa transformação reflete não apenas a criação de novas vagas, mas também um ganho real no rendimento médio da população paulista.

A análise comparativa com 2022 demonstra um cenário de expansão robusta. O número total de trabalhadores desocupados caiu 30% no período de dois anos. Esse movimento positivo sinaliza um aquecimento estrutural da economia, onde a busca por emprego tem sido atendida com maior agilidade e eficiência.

Expansão do mercado de trabalho em SP e recorde de ocupação

A força do mercado de trabalho em SP é evidenciada pelo salto significativo na população ocupada. Entre 2022 e 2024, o contingente de trabalhadores subiu de 22,8 milhões para 24,1 milhões. Isso representa a entrada de mais 1,25 milhão de pessoas na força produtiva estadual, um crescimento de 5,5%.

O setor formal também acompanhou esse ritmo. Houve um incremento de 680 mil novos postos com carteira assinada, uma alta de 4,3%. Esses números reforçam a confiança do setor produtivo e a capacidade de absorção de mão de obra qualificada no estado.

Confira os destaques da ocupação em 2024:

  • População ocupada total: 24,114 milhões (+5,5%).
  • Trabalhadores formais: 16,397 milhões (+4,3%).
  • População desocupada: 1,598 milhão (queda de 690 mil pessoas).

Redução do desemprego por perfil demográfico

A melhoria no mercado de trabalho em SP foi democrática, atingindo diferentes faixas etárias e grupos sociais. A taxa de desocupação apresentou quedas expressivas especialmente entre os jovens e a população preta ou parda. No grupo de 14 a 29 anos, o índice despencou de 16,5% para 10,7%.

Além da idade, o recorte por gênero e raça mostra avanços importantes na inclusão produtiva:

  • Mulheres: Taxa caiu para 7,5% (redução de 3,6 pontos percentuais).
  • Homens: Taxa recuou para 5,1%.
  • População preta ou parda: Queda de 3,5 pontos percentuais, fechando em 7,3%.

Outro dado relevante diz respeito ao tempo de procura por emprego. Entre os desocupados, houve uma redução de 30% naqueles que buscavam trabalho há mais de um mês, evidenciando que o mercado de trabalho em SP está girando com maior velocidade.

Evolução da renda e valorização da hora trabalhada

O aquecimento econômico não se limitou apenas à quantidade de vagas, mas impactou diretamente o bolso do trabalhador. O rendimento médio no estado teve um aumento real de 9% em dois anos, aproximando-se da marca de R$ 4 mil mensais em 2024.

O ganho por hora trabalhada subiu ainda mais, registrando alta de 11%. Esse aumento na remuneração foi percebido em todas as faixas de escolaridade, com destaque para profissionais com ensino superior completo, cujo rendimento-hora atingiu R$ 42,10.

Veja o detalhamento dos rendimentos em 2024:

  • Rendimento médio (trabalho principal): R$ 3.760 (+8,6%).
  • Rendimento médio (todos os trabalhos): R$ 3.884 (+9%).
  • Carteira assinada: R$ 3.541 (+4,5%).
  • Trabalhadores 60+: R$ 4.133 (+10,9%).

Os dados do IBGE confirmam um ciclo virtuoso. Com a redução consistente da ociosidade e o aumento real dos salários, o mercado de trabalho em SP projeta um cenário de estabilidade, fortalecendo o consumo das famílias e o crescimento econômico contínuo para os próximos períodos.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 24/12/2025
  • Fonte: FERVER