Mercado de trabalho feminino cresce no ABC

Estudos comprovam que a mulher se prepara mais para o mercado de trabalho e vem ocupando espaço e melhorando seu salário

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As mulheres podem comemorar não só o mês da mulher, mas também o avanço no mercado de trabalho, isso porque o número de vagas de emprego preenchidas por mulheres é 54,1% na região do grande ABC segundo dados divulgados pela Fundação Seade e o Dieese, em parceria com o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, em comparação com o ano de 2012 que foi de 53,6%. Com isso a evolução da taxa de participação por gênero no mercado demonstra que se mantém a tendência positiva.

A taxa de desemprego total feminina diminuiu de 11,9% para 11,1%, no período, enquanto a dos homens cresceu de 8,9% para 9,2%. Essa é a menor taxa de desemprego entre as mulheres de toda série da pesquisa, iniciada em abril de 1998.

Em 2011 as mulheres representavam 45,2% da força de trabalho e agora representam 46,0%. No mesmo período as vagas preenchidas por homens reduziram de 54,8% para 54,0%. O salário feminino também aumentou: 13,8%, mais que o masculino, que se elevou 12,2%.

O setor que mais emprega mulheres em Diadema é o de serviços (66,0%), acompanhado das vagas no setor do comércio (6,7%) e indústria (4,5%). As principais ocupações femininas segundo a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS de 2012 são as de administração, (5.705 empregos), vendedoras e demonstradoras em lojas ou mercados (3.312 empregos), linha de produção (3.312 empregos), trabalhadoras de embalagem e etiquetagem (1.755 empregos).

Esses estudos comprovam que a mulher se prepara mais para o mercado de trabalho e vem ocupando espaço e melhorando seu salário.

Segundo dados do Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda (CPETR), foram intermediadas 701 vagas de empregos para mulheres em 2013. As mulheres entre 18 e 24 ocuparam a maior parte das vagas.  Para a coordenadora de Recrutamento e Seleção da CPETR, Simone Caite, a inserção da mulher para vaga é mais fácil, pois muitas vezes as mulheres são responsáveis pelo sustento da família e alguns segmentos são mais aceitos por elas.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 06/03/2014
  • Fonte: Sorria!,