Mercado de trabalho em SP tem estabilidade e taxa de 5,2%
CECON FECAP aponta leve oscilação no desemprego e destaca renda média acima de 4 mil reais.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 27/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Liberdade
O Instituto de Economia da Associação Comercial de São Paulo (CECON FECAP) divulgou uma análise detalhada sobre o mercado de trabalho no Estado de São Paulo referente ao terceiro trimestre de 2025. Com base nos dados da PNAD Contínua do IBGE, observou-se uma redução de 37 mil postos de ocupação. No entanto, tecnicamente, essa oscilação não representa uma variação estatisticamente significativa frente ao trimestre anterior.
Embora a força de trabalho tenha apresentado retração, a taxa de desemprego atingiu 5,2% (com ajuste sazonal), o que simboliza um leve aumento de 0,1 ponto percentual. Em uma perspectiva nacional, o cenário paulista se mostra mais robusto que a média do Brasil, cuja taxa de desocupação estimada foi de 5,6%.
No comparativo regional, as menores taxas do país foram vistas em Santa Catarina e Mato Grosso (ambos com 2,3%), enquanto Pernambuco registrou a maior (10,0%). Outro ponto de destaque no panorama do mercado de trabalho paulista foi o rendimento real mensal médio, que alcançou R$ 4.167, mantendo-se estável estatisticamente.
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Comparativo anual e evolução das ocupações
Ao analisar a dinâmica do mercado de trabalho em relação ao terceiro trimestre de 2024, nota-se uma evolução positiva. Houve aumento na criação de postos, resultando em uma queda de 0,8 ponto percentual na taxa de desemprego no período de um ano.
A composição das contratações sofreu mudanças importantes no perfil dos vínculos:
- Trabalhadores por conta própria com CNPJ: Alta expressiva de 10,9%.
- Empregados do setor privado sem carteira: Queda de 9,4%.
- Trabalhadores domésticos sem carteira: Retração de 13,1%.
Setorialmente, os indicadores do mercado de trabalho apontam que a atividade principal que impulsionou as contratações foi o grupo que engloba administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde, registrando uma alta de 6,9%.
Desigualdades de gênero e renda
A análise demográfica revela disparidades persistentes. A taxa de desemprego entre os homens ficou em 4,2%, enquanto entre as mulheres o índice foi de 6,5%. No quesito remuneração, a diferença também é clara: o rendimento médio dos homens foi de R$ 4.642, superior aos R$ 3.576 recebidos pelas mulheres.
O recorte por idade mostra que os jovens de 18 a 24 anos enfrentam o cenário mais desafiador, com desemprego de 10,3% e rendimento médio de apenas R$ 2.414. Já profissionais com ensino superior completo continuam sendo os mais valorizados, alcançando rendimentos de R$ 7.318 e a menor taxa de desocupação (3,0%).
Taxa de subutilização em queda
Um indicador crucial para entender a saúde da inserção no mercado de trabalho é a taxa composta de subutilização. Esse índice, que soma desemprego, subocupação e força de trabalho potencial, caiu para 10,7% em São Paulo. Isso representa uma redução de 1,6 p.p. em relação ao ano anterior e é significativamente menor que a média nacional de 13,9%.
Apesar da estabilidade na renda, o CECON FECAP conclui que o desempenho do mercado de trabalho em São Paulo permanece positivo historicamente, sustentado pela queda na subutilização e taxas de desemprego inferiores à média brasileira.