Menino com autismo leva 13 pontos após se cortar em escola de Santos
Menino de 7 anos se feriu durante episódio de desregulação dentro da sala de aula
- Publicado: 03/07/2026 16:24
- Alterado: 03/07/2026 16:24
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: G1 Santos
Um menino de 7 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), precisou levar 13 pontos no braço esquerdo após se cortar em uma janela dentro da UME Dino Bueno, em Santos. O caso aconteceu na sexta-feira passada (26/06) e mobilizou a família, que registrou um boletim de ocorrência e cobra explicações da Prefeitura sobre as circunstâncias do acidente.
Segundo o pai da criança, o menino estava acompanhado pela professora, por uma profissional de apoio educacional inclusivo e por uma terapeuta quando sofreu um episódio de desregulação. A principal dúvida da família é como ele conseguiu se levantar, correr em direção à janela e atingir o vidro, mesmo com a presença de três adultas na sala. Para os pais, ainda há lacunas na versão apresentada pela escola.
Em nota, a Prefeitura de Santos informou que o aluno teve um episódio repentino de desregulação e correu em direção à janela. As profissionais teriam conseguido impedir que ele batesse a cabeça, mas não evitaram que ele socasse o vidro, sofrendo o corte no braço. A administração afirmou que a equipe escolar prestou os primeiros socorros, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros, enquanto o pai acompanhou o filho até o pronto-socorro. A Secretaria de Educação também informou que a Supervisão de Ensino acompanha o caso.
Menino revela trauma após o acidente
Após o episódio, a família relata que o menino ficou traumatizado. Segundo o pai, ele passou a chorar ao ouvir qualquer menção à escola, deixou de frequentar as aulas e também interrompeu temporariamente as terapias. A criança segue reclamando de dores no braço e faz uso de analgésicos durante a recuperação.
O caso também reacendeu discussões sobre o atendimento oferecido a estudantes com deficiência na rede municipal. O pai da criança criticou a alta rotatividade dos profissionais de apoio e defendeu que alunos com TEA necessitam criar vínculos com os cuidadores para garantir mais segurança e previsibilidade durante a rotina escolar.