Menina de 12 anos melhora qualidade de vida com fisioterapia na Santa Casa de Diadema

Tratamento para fibrose cística é realizado três vezes por semana e tem o objetivo de reduzir a secreção, o risco de infecções e internações hospitalares

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Vitória tem 12 anos, cursa a sétima série, adora trocar mensagens de texto pelo aplicativo da moda e não perde um programa de TV sobre concursos que envolvam receitas culinárias e chefs de cozinha. É um comportamento muito semelhante ao de outras meninas de 12 anos, mas tem uma diferença. Vitória nasceu com uma doença genética e hereditária, chamada fibrose cística, que exige cuidados diários.

Como explica o médico Drauzio Varela, em seu blog, a fibrose cística atinge principalmente o aparelho respiratório. “O pulmão produz muco espesso que pode ficar retido nas vias aéreas e ser invadido por bactérias. Outros sintomas são tosse com secreção produtiva, pneumonias de repetição, bronquite crônica”.

Para ter uma vida próxima da normalidade, Vitória precisa de um coquetel terápico de antibióticos e muita fisioterapia. Três vezes por semana, a menina é atendida pelos fisioterapeutas da Santa Casa de Diadema, que lhe fazem uma série de manobras e exercícios, fundamentais para auxiliar na eliminação do muco.

A mãe de Vitória, Gislene dos Santos Serra, 40 anos, ganha o sustento da família, vendendo comida de rua na avenida Alda. Toda segunda, quarta e sexta-feira, pontualmente, às 8h, ela entra no Quarteirão da Saúde e vai para a ala de fisioterapia, administrada pela Santa Casa de Diadema. Lá, ela deixa sua filha aos cuidados da fisioterapeuta Juliana Ribeiro Lopes, 36 anos. “A Juliana é a segunda mãe da Vitória”, diz Gislene.

Durante 40 minutos, Juliana realiza em Vitória uma série de manobras e exercícios de tapotagem (com a mão em forma de concha, consiste em bater ritmicamente sobre o tórax e costas do paciente). “Esta técnica tem como objetivo mobilizar a secreção e favorecer sua saída”, segundo a Fisioterapeuta.

Vitória vem sempre acompanhada pela mãe que usa uma camiseta com a figura de um pulmão entre flores e a mensagem “Que nunca me falte o ar”. Nas costas da camiseta, estão os nomes de crianças que faziam parte da turma de pacientes infantis e que morreram em razão da doença.

Por onde vai, Vitória anda sempre acompanhada por um tubo de oxigênio, que pesa cerca de oito quilos. Quando chove, Vitória não pode ir à escola, porque, se pegar uma gripe, o risco de surgirem complicações não pode ser desprezado. “Em abril, ela ficou 35 dias internada”, lembra a mãe da menina.

A fisioterapeuta Juliana conta que o importante é reduzir o número de internações e oferecer mais qualidade de vida ao paciente. ” As manobras de higiene brônquica fazem com que o pulmão fique mais limpo e o condicionamento físico melhora o sistema cardiorrespiratório, a resistência e a força muscular, reduzindo as chances de novas infecções”

A Santa Casa de Diadema atende 30 mil pacientes por ano, o que significa uma média de 12 mil sessões de fisioterapia por mês. Presta também atendimento diário a 510 crianças para atividades de educação, lazer e esportes no contra turno escolar, em sua sede na rua 2 de Julho, 465, no Jardim Canhema.

  • Publicado: 11/02/2026
  • Alterado: 11/02/2026
  • Autor: 03/11/2015
  • Fonte: Itaú Cultural