Meirelles: governo pode cortar gastos e aumentar impostos, se for necessário

O governo federal poderá cortar gastos e aumentar impostos, se for preciso, para conseguir cumprir a meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para este ano

Crédito: Marcos Correa/PR

A afirmação é do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista coletiva, após participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, hoje (7), em Brasília.

O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo sem considerar os gastos com juros da dívida pública.

“Nosso compromisso é cumprir a meta de 2017 e faremos o que for necessário, seja contingenciar despesas e, no limite, aumentar impostos”, disse. Meirelles descartou a possibilidade de alterar a meta deste ano. “Mantemos a meta e o compromisso com o resultado primário de 2017”, enfatizou.

Meirelles disse ainda que a queda da economia no ano passado gerou impacto na arrecadação de tributos e, mesmo assim, o governo conseguiu entregar resultado melhor do que o previsto.

Em 2016, apesar da ajuda do programa de regularização de recursos no exterior, a chamada repatriação, o governo acusou o pior déficit primário da história, de R$ 154,255 bilhões. O resultado ficou abaixo da meta para o ano que era de R$ 170,5 bilhões.

Reforma do PIS/Cofins

O ministro disse ainda que a proposta de simplificação das regras do Programa de Integração Social -PIS/Confins – será entregue ao presidente Michel Temer em 30 dias. Depois, serão mais 30 dias para enviar a proposta ao Congresso Nacional.

Ele disse que a discussão sobre a reforma tributária está em andamento, mas vai demandar “um pouco mais de tempo” e não tem ainda um cronograma definido.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER