Medida Protecionista continua a causar danos
Assessor de Trump sai após barreira tarifária. Na Alemanha, meta é evitar conflito comercial com EUA. Trump afirma que perdeu fábricas e milhões de empregos como justificativa.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 07/03/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Cinco dias depois de o presidente Donald Trump ter anunciado a imposição de tarifas unilaterais sobre a importação de aço e alumínio, seu principal assessor econômico decidiu deixar o cargo. Ex-executivo do Goldman Sachs, Gary Cohn tem uma visão pró-mercado e é crítico de medidas protecionistas como as que a Casa Branca pretende implementar.
Cohn estava no cargo desde o início da gestão Trump e sua saída representa mais uma baixa de peso no primeiro escalão da administração. Na semana passada, o presidente perdeu sua diretora de Comunicação, Hope Hicks, que o acompanhava havia três anos e era sua mais próxima assessora. “Todo mundo quer trabalhar na Casa Branca”, declarou Trump duas horas antes da renúncia do diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca.
O debate sobre a adoção das tarifas opôs os protecionistas e os defensores do comércio e do livre mercado dentro do governo. Além de Cohn, a medida foi criticada pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que também trabalhou no mercado financeiro e no Goldman Sachs. Apesar de a barreira ter sido proposta sob o argumento de que as importações ameaçam a segurança nacional, o secretário de Defesa, James Mattis, também discordou da medida.
“Gary foi meu principal conselheiro econômico e fez um trabalho excepcional na promoção da minha agenda, ajudando a concretizar reformas e um corte de impostos histórico, que libertaram a economia americana uma vez mais. Ele é um talento raro e eu agradeço seu dedicado serviço em favor do povo americano”, declarou Trump em nota.
A decisão do presidente de impor tarifas de 25% sobre o aço e der 10% sobre o alumínio abalou os mercados e levantou o espectro de uma guerra comercial que pode reduzir o ritmo de crescimento global. Na segunda-feira, 5, as Bolsas nos EUA subiram, com a expectativa de que a resistência às barreiras dentro do Partido Republicano poderia levar o presidente a mudar sua decisão. Mas a saída de Cohn é um indício de que Trump tende a manter a decisão de impor tarifas a todos os países e a todos os tipos de produtos importados pelos EUA.
Judeu, Cohn esteve perto de deixar o governo no ano passado, quando o presidente foi ambíguo em sua posição em relação a marcha de supremacistas brancos em Charlotesville, na Virgínia. Segundo relato da imprensa americana, ele teria decidido a permanecer no cargo com uma missão: convencer Trump a não aprovar a tarifa sobre aço e alumínio.
Cohn disse em nota que foi “uma honra” servir a seu país e implementar políticas econômicas pró-crescimento, em especial o corte de US$ 1,5 trilhão de impostos
META É EVITAR CONFLITO COMERCIAL COM EUA, MAS SITUAÇÃO É SÉRIA, DIZ ALEMANHA
A ministra da Economia alemã, Brigitte Zypries, está preocupada com as tarifas planejadas pelos Estados Unidos e também com a demissão do principal assessor econômico do presidente Donald Trump, Gary Cohn, um defensor do livre comércio. “A situação é séria”, afirmou Zypries, no momento em que a União Europeia debate as possíveis tarifas americanas sobre o aço e o alumínio importados.
“A UE estará, se o pior ocorrer, pronta para reagir de maneira apropriada. Mas nossa meta é impedir um conflito comercial”, afirmou a autoridade. A ministra acrescentou esperar que Trump mude de ideia. “O comércio cria prosperidade se ele for baseado na troca, na interação. Os defensores disso nos EUA são muito importantes. Até agora, os sinais atuais vindos dos EUA me deixam preocupada”, comentou ela. Fonte: Dow Jones Newswires.
TEMOS PERDIDO FÁBRICAS E MILHÕES DE EMPREGOS E PRECISAMOS VENCER DIZ TRUMP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que seu país tem perdido dezenas de milhares de fábricas e milhões de empregos no setor. Além disso, Trump escreveu no Twitter que o déficit comercial americano supera cifras trilionárias. A mensagem é divulgada após ele informar na semana passada que pretende impor tarifas sobre importações de aço e alumínio, o que gerou divergências com vários países e o temor de uma guerra comercial global.
“Desde Bush 1 até agora, nosso país perdeu mais de 55 mil fábricas, 6 milhões de empregos no setor manufatureiro e acumulou déficits comerciais de mais de US$ 12 trilhões”, afirmou Trump. Ele se referiu ao presidente George H. W. Bush, republicano que ficou no poder entre 1989 e 1993 e é pai do também ex-presidente George W. Bush (2001-2009).
“No ano passado, nós tivemos um déficit comercial de quase US$ 800 bilhões. Más políticas e lideranças. Precisamos VENCER de novo!”, afirmou Trump na mensagem.