Medicina ABC testará novos medicamentos contra asma e enfisema pulmonar
Estudos clínicos da FMABC oferecem tratamentos 100% gratuitos. Paralelamente, Hospital Oswaldo Cruz (SP) receberá adolescentes com asma
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 11/05/2015
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), realiza entre maio e junho seleção de pacientes para quatro novos estudos clínicos – dois de asma e dois de enfisema pulmonar. Interessados devem entrar em contato de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone (11) 4993-5459 para pré-triagem. Os candidatos que se enquadrarem nos requisitos iniciais serão agendados para consulta médica, a fim de confirmar ou não a inclusão nos protocolos de pesquisa. Os pacientes aceitos terão acompanhamento multiprofissional e tratamento 100% gratuito.
Com vagas limitadas, os quatro estudos têm como objetivo avaliar a eficácia de medicamentos novos, ainda não disponíveis no mercado. Em uma das pesquisas sobre asma serão aceitos pacientes a partir de 12 anos de idade. Nos demais protocolos, a idade mínima é 18 anos.
CONTRA A FALTA DE AR
As pesquisas sobre asma estão abertas a interessados com diagnóstico confirmado da doença nas intensidades leve, moderada ou grave. Trata-se de doença inflamatória que ocorre nos brônquios e se caracteriza por crises de falta de ar, tosse, chiado e opressão no peito. Pode ser desencadeada por vários fatores, entre os quais mudanças climáticas e inalação de alérgenos (como poeira ou mofo), além da associação com outros fatores, como refluxo gastroesofágico.
Quando o problema aparece de maneira leve, em geral os sintomas ocorrem uma vez por semana e não influenciam significativamente na qualidade de vida do paciente. O tratamento é feito à base de anti-inflamatórios. Na asma moderada, os sintomas aparecem mais que duas vezes por semana e interferem no dia-a-dia, com sono interrompido e perda de dias de trabalho/escola por conta de crises, que podem durar mais do que um dia. O tratamento é feito com anti-inflamatórios inalatórios em associação com broncodilatadores. Já na asma grave, os sintomas são contínuos e diminuem significativamente a qualidade de vida do paciente, provocando idas constantes ao pronto-socorro e internação. Muitas vezes torna-se necessário uso prolongado de corticoides orais durante o tratamento.
ENFISEMA / DPOC
Conhecida popularmente como enfisema pulmonar ou bronquite crônica, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada pela dificuldade crônica para eliminar o ar dos pulmões. Conforme definição da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), a doença vem acompanhada por quadro de inflamação anormal das vias aéreas, associada à destruição dos alvéolos – que são responsáveis pela troca de oxigênio e gás carbônico.
Pacientes com DPOC apresentam risco aumentado para infarto agudo do miocárdio, osteoporose, diabetes e câncer de pulmão. Segundo a SPPT, a doença é atualmente a quarta maior causa de morte no mundo e a quinta no Brasil – de 12% a 15% dos brasileiros com mais de 40 anos apresentam DPOC.
O tabagismo é o principal fator de risco para a doença, que provoca falta de ar para a realização de esforços – inclusive atividades do dia a dia, como arrumar a casa, subir escadas ou caminhar de um cômodo ao outro. Tosse diária com ou sem secreção e queixa de chiado no peito também são sintomas frequentes.
ASMA EM ADOLESCENTES
Paralelamente aos estudos realizados na Faculdade de Medicina do ABC, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na Capital, também realizará pesquisa sobre asma destinada ao público adolescente. Pacientes entre 12 e 17 anos, com doença de moderada a grave, são candidatos. Interessados devem entrar em contato com Priscila ou Sueli pelo telefone (11) 3549-0399.