Medicina ABC terá mesa redonda sobre “Criminosos Sexuais”

Evento faz parte da programação científica do 39º Congresso Médico do ABC e abordará temas como condenação, tratamento e exposição midiática

Crédito: FUABC

A Faculdade de Medicina do ABC organiza em 14 de agosto (quinta-feira) das 13h30 às 17h, mesa redonda sobre “Os criminosos sexuais: condenação, tratamento e exposição midiática”. O evento integra a programação científica do 39º Congresso Médico Universitário do ABC (Comuabc) e abordará o tema sob o olhar de diferentes áreas profissionais, entre as quais o Direito, o Jornalismo e a Medicina.

A abertura dos trabalhos estará a cargo da Procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Dra. Valderez Deusdedit Abbud, que falará sobre “Os criminosos sexuais no tribunal”. Em seguida, o advogado criminalista Dr. Edson Roberto Baptista de Oliveira comandará palestra sobre “A defesa e os criminosos sexuais”.

No âmbito da cobertura e abordagem da imprensa, a jornalista e Gerente Acadêmica da FMABC, Renata Almeida de Souza Aranha e Silva, fará explanação sobre “Os criminosos sexuais na mídia”. Já o professor de Psiquiatria e coordenador do ABSex – Ambulatório de Transtornos da Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Danilo Antonio Baltieri, apresentará peculiaridades sobre “Os criminosos sexuais no consultório médico”.

Entre 15h30 e 17h, os quatro convidados participarão de discussão com a plateia, que poderá intervir com perguntas e opiniões a respeito dos temas discorridos.

As inscrições para a mesa redonda sobre “Os criminosos sexuais: condenação, tratamento e exposição midiática” custam R$ 10,00 (público externo) e podem ser feitas pelo endereço eletrônico http://tinyurl.com/pyvtzl5. As vagas são limitadas e o evento terá lugar no Anfiteatro David Uip, no prédio do Centro de Pesquisas CEPES. Mais informações pelo telefone (11) 4993-7226.

AGRESSORES SEXUAIS
Segundo o médico psiquiatra, professor da Medicina ABC e coordenador do ABSex, Dr. Danilo Baltieri, os agressores sexuais constituem população bastante heterogênea e, por isso, demandam abordagem individualizada e especializada. “De fato o termo ‘agressor sexual’ refere-se a um construto jurídico-social e não a um construto médico ou psicológico. Isso significa que o agressor é aquele que cometeu um crime sexual assim definido pela lei vigente, e não diretamente a um indivíduo portador de um transtorno mental. No entanto, uma parcela não negligenciável dos agressores sexuais padece de transtornos psiquiátricos específicos. Assim, individualizar a abordagem médica e criminológica torna-se tarefa desejável”, considera o médico.

Dentre os transtornos psiquiátricos mais comumente encontrados na população dos agressores sexuais encontram-se a pedofilia, sadismo sexual, transtornos de personalidade e abuso de álcool e de outras drogas. “Muitas vezes e de forma inadvertida, a mídia refere-se a um agressor sexual de crianças como portador de pedofilia, por exemplo. Contudo, nem todo agressor sexual de crianças porta a pedofilia”, adverte Dr. Danilo Baltieri, que explica: “A pedofilia é um transtorno psiquiátrico de difícil diagnóstico e tratamento. De qualquer forma, nem todo indivíduo que porta este mal comete crimes sexuais. Do mesmo modo, nem todos os agressores sexuais de crianças portam pedofilia. Por vezes, as diferenças de linguagem utilizada pela medicina, mídia e pelo campo jurídico prejudicam o diálogo entre as ditas ciências, causando problemas ao adequado manejo daqueles que, de fato, sofrem de transtornos mentais”, revela o coordenador do ABSex, ao afirmar que mesma confusão terminológica ocorre com outras doenças médicas, que podem ou não estar presentes entre aqueles que cometem crimes sexuais.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER