Medicina ABC fará testes gratuitos para HIV, sífilis e hepatites B e C

Iniciativa em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Aids ocorrerá no campus universitário dias 2, 3 e 4 de dezembro, das 10h às 14h

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A Faculdade de Medicina do ABC aproveita as comemorações pelo Dia Mundial de Combate à Aids – celebrado em 1º de dezembro – e realiza dias 2, 3 e 4 deste mês campanha com testes gratuitos para HIV, sífilis e hepatites B e C. Os exames ocorrerão das 10h às 14h no próprio campus universitário (Av. Príncipe de Gales, 821 – Santo André). Conhecido como teste rápido, o procedimento é seguro e sigiloso. O resultado sai na hora. Não é necessária inscrição prévia e o mutirão preventivo é aberto à população.

Batizada “Fique Sabendo”, a campanha está sob responsabilidade da disciplina de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, Unidade de Referência em Doenças Infecciosas Preveníveis da FMABC (URDIP) e Liga de Prevenção às Doenças Infecciosas (LPDI).

NOVO CONSENSO NO BRASIL DESDE 2012
Membros do Comitê Assessor em Terapia Antirretroviral do Programa Nacional de DST/Aids e Hepatites, do Ministério da Saúde, assinaram no segundo semestre de 2012 novo consenso sobre o tratamento do HIV que antecipa o início da terapia antirretroviral. A medida tem entre os objetivos reduzir ocorrências de infecções associadas à Aids e minimizar a transmissão do vírus.

Quando a infecção pelo HIV é diagnosticada, o paciente passa por exames a fim de identificar o estágio da doença. O marcador usado para determinar o início do tratamento é a contagem de células CD4. Antes do novo consenso, o Brasil indicava a terapia antirretroviral com CD4 abaixo de 350. Em situações especiais a contagem era abaixo de 500. A partir da nova recomendação, o CD4 passou a 500 para todos os pacientes e acima disto para situações especiais, entre as quais a coinfecção pelo vírus da hepatite.

 “Ao tratar o paciente precocemente, buscamos evitar o desenvolvimento da Aids, que é a doença associada ao HIV. Além disso, queremos recuperar o sistema imunológico e a qualidade de vida, além de diminuir as chances de transmissão do vírus na população. Trata-se de tendência de países avançados na área, como Estados Unidos e Inglaterra. A ciência mostra que essa prevenção é amplamente benéfica. O paciente ganha com melhor qualidade de vida, enquanto a sociedade é favorecida pela diminuição das taxas de transmissão”, explica Dr. Olavo Henrique Munhoz Leite, membro do Comitê Assessor do Programa Nacional de DST/Aids e coordenador técnico da Unidade de Referência em Doenças Infecciosas Preveníveis da Faculdade de Medicina do ABC (URDIP-FMABC).