MEC projeta Escola Nacional de Hip Hop
MEC propõe Escola Nacional de Hip Hop para promover equidade racial e sucesso escolar, valorizando a cultura hip hop nas escolas brasileiras.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 27/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na última segunda-feira, 26 de janeiro, o Ministério da Educação (MEC) promoveu uma reunião técnica com representantes do movimento hip hop, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal. O encontro teve como objetivo discutir a proposta de criação da Escola Nacional de Hip Hop, uma política educacional destinada a impulsionar o sucesso escolar de estudantes negros e oriundos de comunidades periféricas, por meio do diálogo com a cultura hip hop.
MEC propõe novos modelos educativos

A Escola Nacional de Hip Hop será integrada à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), que visa enfrentar as desigualdades étnico-raciais nas instituições de ensino. A proposta do MEC está estruturada em quatro pilares principais: coordenação federativa, formação de educadores, elaboração de materiais de apoio e promoção do reconhecimento e valorização dos saberes culturais.
O secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, destacou que esta iniciativa se alinha ao aumento do orçamento voltado para inclusão e equidade durante a atual gestão. “Temos muito orgulho em afirmar que agora é possível incluir o hip hop no orçamento da educação“, declarou Barchini.
A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo, enfatizou a importância de diversificar as referências culturais dentro das escolas. “É hora de trazer novos heróis e musas que inspirem nossos adolescentes. As figuras que muitas vezes não aparecem nos livros agora farão parte da experiência escolar através do hip hop e batalhas de rima”, disse ela.
Zara Figueiredo também abordou como a pedagogia do hip hop pode ser utilizada para enriquecer o ambiente escolar, especialmente durante os intervalos, quando o uso de celulares é restrito. Ela argumentou que essa abordagem educativa valoriza as vivências periféricas e promove um espaço para crítica social e participação ativa dos jovens.
A Pneerq foi instituída pela Portaria nº 470/2024 e tem como meta desenvolver ações voltadas à erradicação das desigualdades raciais no contexto escolar, além de fomentar políticas educacionais específicas para a população quilombola. O foco da política abrange gestores, educadores, colaboradores e alunos, envolvendo toda a comunidade escolar.
Dentre os compromissos estabelecidos pela Pneerq estão a estruturação de um sistema de monitoramento e metas; a implementação do artigo 26-A da Lei nº 9.394/1996; a capacitação profissional em relações étnico-raciais; a promoção de práticas educacionais antirracistas; e o desenvolvimento de protocolos para prevenção e resposta ao racismo nas instituições educacionais públicas e privadas.