MC Poze do Rodo é preso no Rio por suspeita de ligação com facção criminosa; veja o que há de informações

MC Poze foi detido após show em comunidade dominada pelo Comando Vermelho; Polícia investiga apologia ao crime

Crédito: Reprodução

O cantor MC Poze do Rodo, de 26 anos, foi preso na última quinta-feira (29) em sua residência no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro.

A detenção, realizada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes, foi autorizada pela 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá e está relacionada a suspeitas de apologia ao crime e vínculos com o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do estado.

Show polêmico e ligação com facção

A prisão foi motivada por uma apresentação realizada por Poze na Cidade de Deus, em 17 de maio, onde o artista cantou a música “Tropa do General”.

A canção faz referências a armas, símbolos associados ao Comando Vermelho e contém ataques a grupos rivais. Imagens do evento mostram homens armados no público, supostamente ligados ao tráfico.

Dois dias após o baile, o policial José Antônio Lourenço, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), foi morto na mesma comunidade. A Polícia Civil afirma que MC Poze teria um papel de exaltação da facção, usando sua influência e música para promover a chamada “narcocultura”.

Prisão gerou críticas e manifestações

A condução do cantor sem camisa e descalço até a Cidade da Polícia gerou reações nas redes sociais. Em resposta, a Polícia Civil divulgou um vídeo explicando que o uso de algemas e a forma de transporte foram decididos com base em protocolos de segurança. Na sequência, foram exibidas imagens do cantor já vestido.

A prisão também reacendeu debates sobre a criminalização do funk e a linha tênue entre expressão artística e apologia ao crime. Grupos de apoiadores chegaram a se manifestar em frente ao local de detenção, mas foram dispersados.

Situação judicial e histórico de investigações

Após audiência de custódia, a Justiça determinou a manutenção da prisão temporária por 30 dias. Poze foi encaminhado ao presídio de Bangu 3, onde ficam detentos ligados ao Comando Vermelho. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, ele declarou afinidade com a facção ao ingressar no sistema prisional.

O funkeiro já esteve envolvido em outras investigações, como uma prisão em 2019 por apologia ao crime, e a Operação Rifa Limpa, em 2023, que apurou sorteios ilegais promovidos por ele. Há ainda inquéritos por suposto cárcere privado contra um ex-empresário e por perturbação do sossego em festas em sua residência.

A defesa nega as acusações e criticou a forma como a prisão foi divulgada. Em nota, os advogados do artista alegam que houve abuso no uso de algemas e exposição midiática excessiva durante uma investigação ainda sob sigilo.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 01/06/2025
  • Fonte: Sorria!,