MBL conquista cargo na Gestão Nunes, mas insiste em independência

Movimento Brasil Livre assume subprefeitura na Vila Mariana, mas reforça sua liberdade de oposição às decisões do prefeito Ricardo Nunes e mantém discussão sobre mototaxis

Crédito: Bruno Spada/Agência Câmara

Na última segunda-feira, 27 de fevereiro, o Movimento Brasil Livre (MBL) fez um movimento significativo ao conquistar uma posição na administração do prefeito Ricardo Nunes, do MDB. Rafael Minatogawa, ex-chefe de gabinete do deputado federal Kim Kataguiri, foi nomeado subprefeito da Vila Mariana.

Apesar dessa nova relação, o MBL deixou claro que não apoia automaticamente as decisões da gestão Nunes. Kim Kataguiri, um dos líderes do movimento, enfatizou: “Continuamos tendo liberdade de votar contra aquilo em que não acreditamos”. Este posicionamento ressalta a intenção do MBL de manter sua independência política, mesmo após a nomeação.

Alinhamento gradual com a gestão de Nunes

No passado recente, o MBL adotou uma postura de oposição contundente durante o primeiro mandato de Nunes. No entanto, desde a campanha eleitoral do ano passado, houve um alinhamento gradual entre o movimento e o prefeito. Kim Kataguiri havia manifestado interesse em concorrer à prefeitura, mas recuou quando o União Brasil decidiu apoiar Nunes.

Circulou rumores sobre a possibilidade de um cargo para Kataguiri, mas o deputado esclareceu que a subprefeitura atribuída a Minatogawa é resultado de um acordo formal entre o MBL e a gestão municipal, e não um benefício pessoal.

Na Câmara Municipal, Amanda Vettorazzo, única vereadora do MBL e integrante do União Brasil, se envolveu ativamente na campanha de Nunes no último ano e tem se mantido discreta em suas críticas ao prefeito.

Controvérsias sobre a legalização de mototaxis

Um dos temas mais controversos na atual administração é a discussão sobre a legalização de mototaxis na cidade. Historicamente, o MBL se mostrou favorável ao trabalho por aplicativos, mas tem mantido silêncio sobre este assunto específico. O prefeito Nunes se opõe à implementação desse serviço e chegou a apresentar queixas-crime contra plataformas como Uber e 99.

Kim Kataguiri justificou a falta de posicionamento do MBL sobre a questão afirmando que o grupo está ainda analisando o tema. Segundo ele, uma pesquisa interna revelou que 80% dos seguidores do movimento em São Paulo são contrários à liberação das mototaxis. O deputado também mencionou que o MBL está explorando propostas que permitam a operação desses serviços sem comprometer a fluidez do trânsito na cidade.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 27/01/2025
  • Fonte: Sorria!,