Mauá se aproxima da cobertura vacinal total contra o sarampo

Cidade alcança 99,85% de imunização na primeira dose e 85,69% na segunda

Crédito: Governo de São Paulo/Divulgação

Sem registrar casos de sarampo desde 2020, Mauá está prestes a atingir 100% de cobertura vacinal do público-alvo com a primeira dose da vacina – índice superior aos 95% recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo Ministério da Saúde para conter a disseminação da doença.

Segundo o PNI (Plano Nacional de Imunização), o esquema vacinal contra o sarampo é composto por duas doses: a primeira, aplicada aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a segunda, aos 15 meses, com a tetraviral (que também protege contra a varicela). Para quem não foi vacinado na infância, a recomendação é de duas doses até os 29 anos e uma dose entre 30 e 59 anos.

Altamente eficaz, a vacina é reconhecida pela OMS por oferecer de 93% a 95% de proteção com apenas uma dose. Com duas doses, garante-se imunidade coletiva duradoura. Atualmente, Mauá registra 99,85% de cobertura na primeira aplicação e 85,69% na segunda.

O sarampo, uma das doenças mais contagiosas entre seres humanos, voltou a preocupar devido ao aumento de casos nas Américas em 2025 – foram mais de 7 mil registrados apenas no primeiro semestre. A OMS estima que o número final neste ano seja 11 vezes maior do que o contabilizado em 2024 e alerta que cerca de 142 milhões de crianças no mundo estão vulneráveis por não terem sido vacinadas.

Embora o Brasil tenha recebido o certificado de eliminação do sarampo em 2016, perdeu a certificação em 2019 com o retorno da circulação do vírus. Em 2023, após esforços para retomar o controle da doença, o país recuperou o reconhecimento da OMS. No entanto, o cenário atual no continente acende um novo sinal de alerta.

Altamente transmissível, o sarampo pode provocar complicações sérias como pneumonia, meningite, cegueira e até levar à morte. Até os anos 1980, era a terceira principal causa de mortalidade infantil no mundo. A transmissão ocorre desde seis dias antes até quatro dias após o surgimento das manchas vermelhas características, sendo o vírus espalhado por meio da tosse, fala, espirros ou mesmo respiração próxima de outras pessoas.

“O maior desafio no pós-pandemia é enfrentar a desinformação. Vamos manter as ações, com equipes em campo, mobilização de famílias e diálogo para combater a queda na adesão às vacinas e proteger a população”, afirmou a secretária de Saúde de Mauá, Eliene de Paula Pinto.

O último surto de sarampo no Grande ABC ocorreu entre 2019 e 2020. Em Mauá, foram registrados 306 casos em 2019 e 14 em 2020, ano do último diagnóstico da doença. Não houve óbitos no município nesse período.

Os sintomas costumam surgir entre 10 e 14 dias após o contato com o vírus e incluem febre alta, tosse seca, coriza, conjuntivite, manchas brancas na boca (manchas de Koplik) e exantema (manchas vermelhas que começam no rosto e se espalham pelo corpo).

As complicações mais graves afetam especialmente crianças menores de 5 anos, gestantes e pessoas com baixa imunidade. Entre elas estão pneumonia (principal causa de morte por sarampo), otite, diarreia, desidratação, encefalite (que pode provocar sequelas neurológicas), cegueira e desnutrição.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 22/07/2025
  • Fonte: Sorria!,